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Anabolizantes clandestinos: quem são suspeitos investigados pela polícia do DF

Suspeitos de fabricar e distribuir anabolizantes são alvos da polícia do DF

G1 — Brasil · 2026-08-12T12:59:47.000Z

Suspeitos de fabricar e distribuir anabolizantes são alvos da polícia do DF

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12), uma operação contra um grupo suspeito de fabricar e distribuir anabolizantes, substâncias controladas e termogênicos adulterados em diversos estados.

Os agentes cumprem 43 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão. Até a última atualização desta reportagem, cerca de 30 pessoas foram presas. Entre os alvos de prisão estão:

Roberto Carlos Pereira de Carvalho: conhecido como "Jiraiya" e apontado como chefe do esquema;

Ana Luiza de Nazaré Lima: se apresenta nas redes sociais como influenciadora, empresária e se diz formada em educação física;

Alam Manoel Lima: ex-companheiro de Ana Luiza; também nas redes sociais, se diz empresário e formado em nutrição.

Os agentes também devem cumprir o bloqueio de R$ 32 milhões dos investigados – incluindo a apreensão de 25 carros de luxo (veja vídeo abaixo). Além disso, 13 estabelecimentos foram fechados e 22 perfis em redes sociais foram derrubados.

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Suspeitos de fabricar e distribuir anabolizantes são alvos da polícia do DF

As investigações começaram após buscas e apreensões na casa do suspeito apontado como chefe de um dos núcleos do esquema. No celular apreendido, os policiais encontraram várias mensagens com detalhes dos crimes e os diferentes núcleos de atuação.

Os policiais afirmam que os anabolizantes eram produzidos de forma caseira e precária e com substâncias hormonais, diuréticos e estimulantes. Médicos veterinários cooperavam, emitindo receitas falsas para a compra de medicamentos de uso controlado em estabelecimentos agropecuários.

Para das mais legitimidade aos produtos, os suspeitos usavam rótulos em língua estrangeira e bandeiras de outros países. Além disso, nutricionistas e treinadores recomendavam as substâncias, afirma a Polícia Civil.

Divisão por estado

Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava em diferentes regiões do país:

No DF, estavam concentradas as bases de fabricação e estocagem, academias vinculadas à divulgação dos produtos e a gráfica utilizada na produção das embalagens;

Em Goiás, havia recebimento de insumos em depósitos, funcionamento de uma farmácia de manipulação envolvida no esquema e à movimentação financeira do grupo;

Na Paraíba, os investigadores identificaram um laboratório filial operado a partir de uma mansão alugada e da residência de alto padrão à beira-mar, que contava com apoio de familiares e de uma parceira local no recebimento de insumos importados por correio;

No Paraná, uma fornecedora de fronteira e seu marido coordenavam o fornecimento interestadual das substâncias.

A rede se estendia ainda ao Acre e Minas Gerais, com o escoamento contínuo dos produtos.

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