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Psicóloga ajuda pessoas em situação de vulnerabilidade por meio da música em Votuporanga
G1 — Brasil · 2026-08-12T13:20:31.000Z
Psicóloga ajuda pessoas em situação de vulnerabilidade por meio da música em Votuporanga
Com o objetivo de mudar a vida de pessoas em situação de vulnerabilidade social, uma psicóloga e musicista decidiu unir suas duas profissões em um projeto que transforma canções em instrumentos de acolhimento em Votuporanga, no interior de São Paulo.
Diná Freschi Ferreira, de 62 anos, é a idealizadora da iniciativa denominada “Sons que Contam Histórias”. Nesta quarta-feira (12), o grupo fará uma apresentação gratuita no Festival Literário (Fliv), que ocorrerá na cidade até domingo (16). Veja outros detalhes abaixo.
Professora de música há mais de 30 anos e formada em psicologia há 12 anos, Diná decidiu criar dinâmicas rítmicas, canto em grupo, percussão e escuta ativa ao lado dos participantes da atividade.
Diná Frischer em seu projeto com população em situação de rua
Geralmente associada à prática com crianças, a musicalização é um processo que vai além do aprendizado técnico de notas ou instrumentos.
“Desde que eu dava aulas de música, já via o quanto ela tem o poder de trabalhar muitas habilidades cantando, falando e se relacionando”, explicou Diná em entrevista ao g1.
Do sonho à realidade
Com a vida transformada pela música, a psicóloga decidiu ajudar a mudar o destino de outras pessoas por meio do microfone e do violão, levando um toque de sensibilidade para suas rotinas.
“Aprender música é criar várias conexões entre neurônios. Ela ativa os dois lados do cérebro ao mesmo tempo: um lado processa o som e a melodia e o outro coordena ritmo e movimento. É um exercício cerebral completo, trazendo benefícios mentais e físicos”, explica a psicóloga.
Diná Frischer — psicóloga e musicista — criou projeto para ajudar pessoas vulneráveis socialmente em Votuporanga (SP)
Em 2025, em parceria com a Secretaria de Cultura de Votuporanga, Diná transformou seu sonho em um projeto social, quando passou a trabalhar o “poder da música” junto às pessoas em situação de rua.
Com a cara e a coragem e acompanhada de seu violão, ela passou a percorrer a cidade e abordar grupos de homens e mulheres que não tinham o que comer nem onde morar. A vivência na área de psicologia ajudou Ferreira a enxergar o que ninguém via nessas pessoas: suas histórias.
“Foi uma das experiências mais fantásticas que já tive. Poder ouvir a história de vida de cada um deles, quando a maioria das pessoas os despreza e não os vê. Assim, continuam sem forças e solitárias”, contou a musicista.
Musicista e psicóloga desenvolve projeto com pessoas em situação de rua no interior de SP
Desde então, Diná já formou várias turmas de música com adultos e crianças, mas, recentemente, ela formou pela primeira vez uma turma com idosos de um abrigo do município. Ao final do processo, foi criado um coral com os alunos.
Uma ideia que surgiu durante o curso de graduação em psicologia se tornou realidade e também trouxe grande aprendizagem à musicista.
“Minha motivação maior é ver a alegria das pessoas que se sentem acolhidas e incluídas na sociedade. Grande parte dos participantes são idosos que ainda sonham, são sensíveis a cada música tocada”, concluiu Diná Freschi.
'Sons que Contam Histórias' no Fliv
Festival Literário de Votuporanga (SP)
Este ano, a iniciativa será uma das atrações que compõem a programação oficial do Festival Literário de Votuporanga (FLIV). A finalidade é levar ao festival o resultado de um processo que utiliza canções, ritmos e escuta ativa para resgatar a autoestima, fortalecer vínculos, além de dar voz a quem costuma ser esquecido. Veja onde será a apresentação.
Quando: Quarta-feira (12), às 14h;
Onde: Varanda Cultural (Festival Literário de Votuporanga - Fliv);
Para conferir essa e outras atrações é só acessar o site oficial do evento.
* Colaborou sob supervisão de Henrique Souza
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