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Liziel Rocha Rosa é acusado de matar a estudante Ianca Victoria de Oliveira Silva, de 19 anos, em Registro
G1 — Brasil · 2026-08-12T15:08:10.000Z
Liziel Rocha Rosa é acusado de matar a estudante Ianca Victoria de Oliveira Silva, de 19 anos, em Registro
Liziel Rocha Rosa, acusado de matar a estudante Ianca Victoria de Oliveira Silva, de 19 anos, em Registro, no interior de São Paulo, será julgado pelo Tribunal do Júri nesta quarta-feira (12). A jovem foi encontrada morta após desaparecer, em setembro de 2024, depois de ligar para o namorado pedindo socorro ao deixar a faculdade.
Conhecido como ‘Zel’, Liziel foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por estupro e homicídio qualificados. Somadas, as penas máximas podem chegar a até 40 anos de prisão. O julgamento acontece no Fórum de Registro, a partir das 9h30.
Durante o procedimento, deverão ser ouvidas 12 testemunhas, sendo onze indicadas pelo Ministério Público (MP) e três [sendo duas em comum] pela Defensoria Pública, que defende o réu. A expectativa é que o réu também seja interrogado.
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O MP sustentou que Liziel perseguiu Ianca após ela entrar sozinha em uma rua escura à noite após deixar a faculdade. Ele se aproveitou da situação para estuprá-la, conforme exames periciais, e a matou com um mata-leão para esconder o crime.
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Por isso, o órgão requereu a condenação com as qualificadoras de: emboscada, asfixia e feminicídio para o homicídio. Além disso, foi imputada a qualificadora de assegurar a impunidade do crime anterior ao crime de estupro.
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A Defensoria, porém, disse que não houve prova de conjunção carnal e que Liziel negou o crime de estupro, podendo ter havido uma “tentativa frustada”. A defesa dele ainda alegou insanidade mental por dependência de drogas.
Os defensores ainda alegaram que o réu passou por internações, não sabe ler e escrever, e teria episódios de apagões e confusões mentais, havendo sinais de que ele poderia não estar em plenas condições de entender ou controlar completamente o que fazia.
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A defesa ainda pediu a desclassificação de homicídio cumulado com estupro para o crime de estupro seguido de morte. A defesa sustenta que ele negou ter planejado matar e também negou ter praticado violência sexual de forma consciente e premeditada.
A Defensoria também usa um exame feito no próprio Liziel para dizer que ele tinha escoriações e marcas pelo corpo o que, segundo a tese defensiva, indicaria que houve briga física e que a situação saiu do controle.
O caso será julgado pelo Conselho de Sentença do Júri, composto por sete pessoas que serão selecionadas durante o julgamento. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, não há previsão sobre a duração do procedimento.
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Arquivo Pessoal e Rinaldo Rori/g1