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Caiado diz que Flávio Bolsonaro construiu carreira 'em cima da certidão de nascimento'

Evento com Ronaldo Caiado

G1 — Brasil · 2026-08-12T14:56:49.000Z

Evento com Ronaldo Caiado

Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quarta-feira (12), em São Paulo, que Flávio Bolsonaro (PL) construiu sua trajetória política “em cima da certidão de nascimento”, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita ao criticar a experiência dos adversários na disputa pela Presidência.

Caiado também atacou Flávio e Lula (PT) por, segundo ele, evitarem a participação em debates eleitorais. “Isso é uma fuga. Estão batendo em retirada. Ou seja, eles amarelaram diante de um debate que eles não têm capacidade de debater”, afirmou.

Segundo ele, os dois querem governar sem demonstrar como pretendem enfrentar os problemas do país. Caiado afirmou que Lula “destruiu essa situação toda que está o Brasil” e disse que Flávio teve a oportunidade de atuar como senador e durante o governo do pai, mas não construiu trajetória própria.

Mais cedo, durante discurso a empresários do setor de transportes, Caiado já havia criticado a ausência dos dois nos debates e afirmado que isso seria “preocupante para a democracia”. Ele também voltou a se apresentar como uma alternativa à polarização e atacou os índices de rejeição dos adversários.

“Os mais rejeitados são exatamente os que também estão disputando para ir pro segundo turno. Um tem 52%, outro tem 50%. E aí vão levando essa posição. Isso aí é café requentado, você já sabe o que vai dar”, disse.

Justiça e Segurança Pública

Ele também fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que decisões da Corte têm causado “perplexidade” e “descrédito” na população. Segundo ele, o STF, por ser o “guardião da Constituição”, deveria preservar o “decoro”, a “relevância” e a “liturgia do cargo”.

Mais cedo, Gilberto Kassab (PSD), candidato a vice na chapa de Caiado, havia feito uma brincadeira ao lembrar que Alexandre de Moraes foi seu secretário de Transportes na Prefeitura de São Paulo no período em que a gestão adotou medidas que desagradaram ao setor, como restrições à circulação de caminhões. “E, pra azar deles, o meu secretário de Transportes era o Alexandre Moraes”, disse, arrancando risos da plateia.

Ao longo do evento, o candidato fez críticas ao governo Lula sobre investimentos em infraestrutura, taxa de juros e reforma tributária. Também afirmou que o Brasil corre risco de uma “mexicanização” diante do avanço das facções criminosas sobre setores econômicos e instituições.

Na saída, Caiado defendeu ainda a criação de uma legislação para enquadrar facções no que chamou de “terrorismo doméstico” e afirmou que, se eleito, pretende buscar uma força policial sul-americana, a “Sulpol”, para integrar ações de inteligência e segurança entre o Brasil e países vizinhos.

Ele também voltou a citar o promotor Lincoln Gakiya como exemplo do perfil que deseja para comandar um eventual Ministério da Segurança, destacando sua experiência no combate às facções criminosas.

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