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Departamento de Estado Americano reforça ideia de 'domínio' dos EUA nas Américas
G1 — Brasil · 2026-08-12T16:47:43.000Z
Departamento de Estado Americano reforça ideia de 'domínio' dos EUA nas Américas
À medida que se aproximam as eleições de meio de mandato, em novembro, o conflito interno – que se repete em diferentes estados dos Estados Unidos – deverá definir o rumo de um partido que busca a melhor maneira de se opor ao presidente Donald Trump.
Em Minnesota, estado tradicionalmente democrata, com seis milhões de habitantes e situado na fronteira com o Canadá, a indicação democrata para uma vaga no Senado ficou com Peggy Flanagan, candidata da ala esquerda.
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Ela obteve uma ampla vitória, com 59% dos votos contra 39% de sua rival moderada, Angie Craig, apoiada pelas lideranças do partido, segundo as projeções da imprensa após a apuração de quase todos os votos.
Em Wisconsin, onde a primária decidiria o candidato ao governador estadual, o centrista David Crowley, por outro lado, superou por margem mínima a candidata da ala esquerda, Francesca Hong, que era a grande favorita nas pesquisas antes da votação.
Crowley venceu por menos de meio ponto percentual: 39,8% dos votos contra 39,4%, segundo projeções da CNN, CBS e NBC após a apuração de 98% dos votos.
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A candidata de esquerda vencedora em Minnesota recebeu rapidamente o apoio de sua rival para a eleição ao Senado em novembro.
Diante de seus apoiadores, Peggy Flanagan, de 46 anos, vice-governadora de Minnesota, destacou que os eleitores terão pela frente uma “escolha fundamental”: “saber se nosso governo serve à maioria ou ao dinheiro”.
“Dou a ela meu apoio total”, escreveu Angie Craig na rede social X, elogiando seu compromisso “admirável”.
Inflação e corrupção
Os programas das duas candidatas coincidiam em várias prioridades, como o custo de vida, em um contexto de inflação persistente.
Ambas também afirmavam querer combater a corrupção, além de se oporem à política de repressão à imigração adotada pelo governo Trump.
Minnesota havia sido, no início do ano, o epicentro dos protestos contra essas políticas anti-imigração, especialmente após a morte, em Minneapolis, de dois manifestantes americanos, Renée Good e Alex Pretti, baleados por agentes federais.
Em novembro, Flanagan enfrentará a ex-jornalista esportiva Michele Tafoya, candidata republicana, pela vaga no Senado.
No vizinho Wisconsin, o suspense durou até tarde da noite, antes que a primária democrata para escolher o futuro candidato a governador terminasse, por uma margem mínima, em favor do candidato centrista David Crowley.
Sua rival da ala esquerda democrata, Francesca Hong, integrante do Parlamento estadual de Wisconsin, era a grande favorita nas pesquisas realizadas antes da votação, apesar de controvérsias envolvendo declarações feitas anteriormente.
A parlamentar de 37 anos, filha de imigrantes sul-coreanos, havia sido alvo de críticas nas últimas semanas por ter defendido alguns anos atrás a retirada do financiamento da polícia e também por ter declarado que detestava o Thanksgiving, uma das principais festas familiares americanas. Francesca Hong posteriormente voltou atrás nessas declarações.
Do outro lado, David Crowley tinha o apoio do atual governador, Tony Evers. O político afro-americano de 40 anos defende uma plataforma moderada e destaca sua experiência à frente do condado de Milwaukee, o mais populoso do estado.
Na visão dos republicanos, uma vitória de Francesca Hong na primária democrata poderia representar uma oportunidade de ouro para recuperar o governo de Wisconsin, considerado um estado-pêndulo (swing state).
O Partido Republicano de Donald Trump vem intensificando os ataques contra esses candidatos da ala esquerda democrata, afirmando que o partido está agora sob o controle de uma “facção comunista”, termo usado como espantalho político nos Estados Unidos.
Também houve uma primária especial na terça-feira, na Carolina do Sul, para escolher o candidato republicano a uma vaga no Senado em novembro, após a morte de Lindsey Graham.
Sua irmã, Darline Graham, que havia herdado a vaga, enfrentará Ralph Norman em um segundo turno no fim de agosto. Apoiada por Donald Trump, Darline Graham é a favorita para obter a indicação republicana nesse estado tradicionalmente dominado pelo Partido Republicano.