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Presidente da Colômbia reconhece soberania de Israel sobre Colinas de Golã; países árabes repudiam

Abelardo De La Espriella presta continência após tomar posse como novo presidente do país durante a cerimônia de posse, em Cali, Colômbia, em 7 de agosto de 2026

G1 — Mundo · 2026-08-12T16:57:29.000Z

Abelardo De La Espriella presta continência após tomar posse como novo presidente do país durante a cerimônia de posse, em Cali, Colômbia, em 7 de agosto de 2026

Com menos de uma semana de governo, o novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, já se envolveu em uma crise diplomática. A gestão Espriella reconheceu a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã, o que gerou ampla condenação dos países árabes.

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Na noite de segunda-feira (10), em meio à resposta ao terremoto de magnitude 7,4 que devastou o oeste da Colômbia, o Ministério das Relações Exteriores colombiano anunciou reconhecer a soberania e direito de Israel sobre as Colinas de Golã, o que chamou de "essencial" para a defesa nacional do território e dos cidadãos israelenses.

Com a decisão, a Colômbia se tornou apenas o segundo Estado-membro da ONU a adotar esse posicionamento e se juntou aos Estados Unidos, que reconhecem a soberania israelense de Golã desde 2019 —no primeiro mandato de Donald Trump.

Diversos países árabes manifestaram repúdio ao reconhecimento colombiano e reafirmaram a soberania da Síria nas Colinas de Golã. O governo sírio de Ahmed al-Sharaa condenou e rejeitou categoricamente a decisão colombiana.

A Liga Árabe, composta por 22 países do Oriente Médio e da África, rejeitou fortemente a decisão colombiana e enfatizou a soberania síria sobre Golã.

Tanto a mídia colombiana quanto o ex-presidente colombiano Gustavo Petro afirmaram que o país "se isolou" do resto do mundo com a decisão do governo Espriella.

Petro, que deixou o poder na semana passada, criticou a decisão e afirmou que o reconhecimento seria uma "cobrança" de Tel Aviv por uma suposta contribuição para a eleição de Espriella. No entanto, não havia qualquer confirmação dessa alegação até a última atualização desta reportagem.

Esta reportagem está em atualização.

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