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Ataques dos EUA contra Houthis mataram 153 civis no Iêmen em 2025, diz Pentágono

EUA atacaram porto no Iêmen em ação contra Houthis em 2025

G1 — Mundo · 2026-08-12T18:37:47.000Z

EUA atacaram porto no Iêmen em ação contra Houthis em 2025

Os ataques feitos pelos Estados Unidos contra os Houthis, grupo extremista do Iêmen, durante uma ofensiva em abril do ano passado, mataram 153 civis no país, segundo o Pentágono.

Os dados, obtidos nesta quarta-feira (12) pela agência de notícias Associated Press, fazem parte de um relatório anual sobre baixas civis apresentado ao Congresso dos EUA.

O levantamento focou em três ataques aéreos realizados em abril de 2025 durante a campanha dos EUA contra os houthis, após os rebeldes começarem a ameaçar e bombardear Israel e navios mercantes no Mar Vermelho, uma rota comercial global crucial que leva ao Canal de Suez e ao Mediterrâneo.

O ataque mais mortal ocorreu no porto de Ras Isa - foram 80 mortos e 171 feridos. Na época, os rebeldes exibiram imagens do local após a ofensiva em seu canal de notícias via satélite, al-Masirah, com cadáveres espalhados.

As baixas civis decorrentes de operações militares dos EUA têm gerado preocupação, inclusive entre parlamentares do Congresso.

De acordo com informações da AP, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, reduziu drasticamente o tamanho de um escritório dedicado a minimizar os danos a civis.

Houthis voltaram a ameaçar a navegação no Mar Vermelho

Mídia saudita mostra homens armados patrulhando o Estreito de Bab el-Mandeb

Um navio cargueiro foi atacado pelos Houthis, grupo extremista do Iêmen aliado ao Irã, nesta terça-feira (11), no Mar Vermelho, na região do Estreito de Bab el-Mandeb, segundo o Ministério dos Transportes iemanita.

De acordo com comunicado, quatro membros da tripulação do Tihamah, de bandeira da Tanzânia, morreram - três paquistaneses e um indonésio -, e o capitão perdeu o controle da embarcação, que navegava de Salalah, em Omã, com escala em Djibuti.

Segundo oficiais da Guarda Costeira que falaram sob condição de anonimato à agência de notícias Reuters, três membros de sua equipe ficaram feridos após serem alvejados por um drone enquanto tentavam resgatar os tripulantes.

O grupo extremista ainda não reivindicou o ataque.

A Unidade de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou ter recebido notícias de que um navio cargueiro ao largo da costa de al-Mokha, no Iêmen, foi atingido por um projétil desconhecido, resultando em vítimas.

A rota que passa pelo estreito, a segunda mais importante para as exportações de petróleo do Oriente Médio depois de Ormuz, tem sido alvo de tensão desde o dia 20 de julho, quando os Houthis declararam um bloqueio à Arábia Saudita.

Um dia depois do anúncio ocorreu os primeiros bombardeios à embarcações na região: dois petroleiros sauditas.

Ataque no Golfo de Omã

Nesta terça, um navio porta-contentores também foi atacado no Golfo de Omã. De acordo com informações iniciais, a embarcação se chama Vela Nova e tem bandeira do Panamá.

A UKMTO informou que o navio foi atingido por um míssil a cerca de 71 milhas náuticas da costa do Paquistão.

Segundo reportagem do jornal americano "The Washington Post", ele foi disparado por um helicóptero militar dos EUA, porque a embarcação teria desrespeitado o bloqueio de Washington aos portos iranianos e ignorado avisos. Não há registro de vítimas.

Não houve comentários imediatos do Comando Central dos EUA. Se confirmado, este seria o 12º navio atacado pelas forças americanas desde o anúncio do bloqueio em abril e o terceiro desde a sua reimposição em 14 de julho.

"A notícia de que os EUA desativaram e interceptaram o navio Vela Nova, de bandeira panamenha, perto da linha de bloqueio no Golfo de Omã, após sua recente escala no porto de Mumbai ao lado dessas embarcações, ressalta o aumento da vigilância que agora é aplicada ao transporte marítimo relacionado ao Irã", afirmou Charlie Brown, consultor sênior do grupo de defesa dos direitos humanos United Against Nuclear Iran (UANI), que monitora o tráfego de petroleiros relacionados ao Irã por meio de rastreamento de navios e satélites, à Reute

Nova frente de batalha na guerra

Rebeldes do Iêmen anunciam bloqueio de uma das principais rotas de exportação de petróleo

O Iêmen, em guerra há mais de uma década, tornou-se em julho uma nova frente de batalha no conflito entre Estados Unidos e Irã, depois que os houthis romperam o cessar-fogo de 2022 com o governo iemenita - que é apoiado pela Arábia Saudita.

O grupo extremista controla a capital iemenita, Sanaa, e grande parte do norte do país, enquanto o governo internacionalmente reconhecido mantém o controle sobre grande parte do sul.

O conflito, que começou em 2014, já provocou centenas de milhares de mortes e uma grave crise humanitária no Iêmen.

Há cinco dias, o grupo extremista deixou 58 mortos no país em uma ofensiva com mísseis e drones a acampamentos militares nas províncias de Marib e Hadramout. Também afirmou ter atacado dois petroleiros sauditas: um no Mar Vermelho, em frente à cidade de Yanbu, e outro no Golfo de Áden.

Estreito de Bab-el-Mandeb, no Mar Vermelho, é a maior rota de exportações de petróleo do Oriente Médio depois do Estreito de Ormuz

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