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O candidato à Presidência da República pelo Ronaldo Caiado (PSD) afirmou em entrevista coletiva, nesta quarta-feira (12), que buscará outro nome com o mesmo perfil do promotor Lincoln Gakiya para comandar o Ministério da Segurança Pública,…
G1 — Política · 2026-08-12T19:21:35.000Z
O candidato à Presidência da República pelo Ronaldo Caiado (PSD) afirmou em entrevista coletiva, nesta quarta-feira (12), que buscará outro nome com o mesmo perfil do promotor Lincoln Gakiya para comandar o Ministério da Segurança Pública, pasta que promete criar caso seja eleito.
Caiado havia convidado o integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo para assumir o ministério. Segundo o candidato, porém, o promotor afirmou que não poderia aceitar o cargo por causa da função que exerce atualmente.
"Eu consegui falar com ele, e ele me disse: 'Olha, cara, eu, na minha função de promotor, é impossível que eu possa assumir este cargo'", afirmou Caiado.
O candidato à Presidência da República pelo Partido Social Democrático (PSD), Ronaldo Caiado, apresenta propostas de seu plano de governo para a área de Segurança Pública durante evento realizado na sede nacional do partido, na região central da capital paulista, nesta segunda-feira, 10 de agosto de 2026.
Yuri Murakami/Estadão Conteúdo
Caiado afirmou respeitar a decisão do promotor e disse que procurará uma alternativa com características semelhantes. "Buscarei um perfil [...] que tem essas características de experiência, de capacidade e de inteligência para combater o crime organizado no Brasil", disse o candidato.
Segundo ele, convite a Gakiya também teve o objetivo de indicar o perfil que pretende buscar para o comando da área de segurança pública em um eventual governo. "O perfil é exatamente do Lincoln Gakiya, pela experiência que ele tem no combate às facções criminosas", disse Caiado.
Plano para a segurança pública
Na segunda-feira (10), Caiado apresentou, em São Paulo, um plano de segurança pública que prevê enquadrar facções criminosas como organizações terroristas domésticas e reduzir a maioridade penal para 16 anos em crimes específicos.
O programa também propõe equiparar ao roubo a subtração de celulares diretamente das vítimas, estabelecer penas mínimas que chegam a 45 anos e permitir a progressão de regime somente após o cumprimento de 90% da pena.
Entre as propostas estão ainda a criação de um regime disciplinar especial para lideranças do crime organizado e a construção de 40 presídios de segurança máxima.
O plano inclui medidas de enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio, de recuperação de ativos e de combate à corrupção.