ITATIBA1
Patrimônios históricos da Paraíba têm risco de desabamento, vandalismo e abandono, aponta TCE-PB
G1 — Brasil · 2026-08-12T20:16:40.000Z
Patrimônios históricos da Paraíba têm risco de desabamento, vandalismo e abandono, aponta TCE-PB
Uma auditoria do Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB) apontou risco de desabamento, abandono, vandalismo e descaracterização em patrimônios históricos da Paraíba. O levantamento foi apresentado nesta quarta-feira (12) e identificou problemas em imóveis em cinco municípios.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp
A fiscalização teve origem em uma solicitação apresentada em 2023 pelo Ministério Público de Contas da Paraíba (MPC-PB), por meio da Força-Tarefa do Patrimônio Cultural (FTPC). O pedido, protocolado pelo procurador-chefe da FTPC, Marcílio Toscano Franca Filho, apontava a preocupação com o abandono, a deterioração e a vulnerabilidade de bens históricos e culturais em diversas regiões do Estado.
Agora no g1
A vistoria avaliou as condições de conservação e a proteção legal de bens tombados por órgãos de preservação federal, estadual e municipal.
Quais são os patrimônios históricos em situação de risco na Paraíba
A auditoria identificou problemas de conservação em imóveis históricos de João Pessoa, Campina Grande, Araruna, Rio Tinto e Patos.
Casa tombada em situação de abandono, na região Central de João Pessoa
Em João Pessoa, os principais problemas foram encontrados no Centro Histórico da cidade, especialmente na área conhecida como Cidade Baixa. A auditoria identificou fachadas com partes se desprendendo, vegetação, sinais de abandono e deterioração. Segundo o relatório, as condições aumentam o risco de desabamento e podem comprometer a segurança de pedestres.
Em Araruna, no Agreste paraibano, a Fazenda Maquiné -- um antigo engenho do século XIX -- foi considerada um dos casos que exigem maior atenção. O imóvel foi classificado em “estado de ruínas”. O TCE-PB recomendou ao IPHAEP a adoção de medidas emergenciais, incluindo o escoramento da estrutura para evitar a perda da edificação.
Fazenda Maquiné, em Araruna, na PB
Na cidade de Campina Grande, foram vistoriados patrimônios ferroviários e industriais, como a antiga Estação Ferroviária e os armazéns. A fiscalização encontrou pontos em situação precária, além de vandalismo e alterações nas características originais dos imóveis provocadas por ocupações comerciais.
Estação Ferroviária de Campina Grande
Já em Rio Tinto, a auditoria avaliou a Vila Operária e estruturas da antiga Companhia de Tecidos Rio Tinto. A fiscalização apontou que o conjunto ainda mantém seu traçado original, mas algumas residências passaram por alterações que podem comprometer suas características históricas.
Por fim, em Patos, foram vistoriados prédios administrativos e a estação ferroviária. O relatório apontou a dificuldade de acompanhamento permanente dos bens tombados localizados no interior.
TCE-PB propõe fiscalização permanente dos patrimônios históricos
O relatório aponta que o tombamento, sozinho, não garante a preservação de um imóvel histórico. Por isso, o TCE-PB propõe que a fiscalização desses bens passe a fazer parte de forma sistemática do Plano Anual de Auditoria, preferencialmente em ciclos de dois anos.
A Corte também propõe o uso de tecnologias, como imagens de satélite e drones, além da criação de um painel de riscos com informações georreferenciadas sobre os patrimônios e os registros das fiscalizações.
Outra proposta é ampliar a fiscalização para municípios das quatro regiões da Paraíba — Sertão, Borborema, Agreste e Mata — evitando que o acompanhamento fique concentrado em João Pessoa.
Além disso, O TCE-PB também recomenda ações de educação patrimonial, incentivos aos proprietários de imóveis tombados, formação de equipes especializadas em manutenção e criação de canais para que a população possa informar problemas encontrados nos bens históricos.
Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba