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'Dançando e erguendo as muletas': trabalhador de atestado médico é demitido por justa causa ao ser flagrado na Oktoberfest

Trabalhador afastado com atestado é demitido por justa causa após ser visto dançando

G1 — Brasil · 2026-08-12T19:58:51.000Z

Trabalhador afastado com atestado é demitido por justa causa após ser visto dançando

A Justiça do Trabalho de Blumenau, em Santa Catarina, manteve a demissão por justa causa de um funcionário que foi flagrado dançando na Oktoberfest enquanto estava de licença médica.

O trabalhador entrou com uma ação na Justiça pedindo o cancelamento da justa causa e o recebimento de mais de R$ 123 mil em direitos trabalhistas. Ele alegava que a demissão tinha sido injusta.

O caso ainda cabe recurso. O nome do funcionário e da empresa não foram revelados pelo Judiciário.

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Funcionário sofreu acidente de moto e recebeu atestado

De acordo com os autos da 4ª Vara do Trabalho de Blumenau, o funcionário sofreu um acidente de moto no trânsito na saída do trabalho e quebrou o tornozelo em 17 de outubro de 2025.

Ele passou por cirurgia para colocar placa e parafusos no osso e recebeu do médico um atestado com orientação de repouso absoluto por 90 dias.

Porém, apenas seis dias depois do acidente, o trabalhador foi visto dançando com trajes típicos na Oktoberfest, a maior festa alemã das Américas.

Público na Oktoberfest Blumenau 2025

Funcionário entrou com ação contra empresa

Após o flagrante, o homem foi demitido por justa causa e entrou com uma ação na Justiça para conseguir receber as verbas rescisórias, além de pedir indenização por danos morais.

"Nesse contexto, a participação em evento dessa natureza, com a participação do empregado dançando, inclusive erguendo as muletas, revela conduta incompatível com a seriedade do afastamento e com o dever de lealdade contratual, autorizando a conclusão empresarial de quebra de fidúcia", alegou a defesa da empresa nos autos.

Ao analisar o caso, o juiz responsável destacou que a licença médica serve exclusivamente para a pessoa descansar e se recuperar para poder voltar a trabalhar com segurança.

O magistrado também afirmou que ir para uma festa movimentada com uma lesão grave foi uma atitude irresponsável que colocou em risco a própria saúde.

"É evidente que não poderia participar de atividade festiva, sem risco de agravamento de seu estado de saúde", apontou o juiz na decisão.

A atitude foi enquadrada como "mau procedimento", uma das falhas graves previstas na legislação trabalhista que autorizam a demissão por justa causa sem direito aos haveres tradicionais.

Funcionário perdeu ação de R$ 123 mil

Com a justa causa mantida, o trabalhador perdeu o direito de receber as verbas rescisórias da demissão imotivada e teve todos os seus pedidos negados.

Por ter perdido a ação, ele também foi condenado a pagar as despesas dos advogados da empresa (fixadas em cerca de R$ 12 mil).

Contudo, como obteve o benefício da justiça gratuita, o pagamento dessa dívida fica suspenso por dois anos e só precisará ser feito se a empresa comprovar que ele teve uma melhora financeira nesse período.

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