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Justiça começa a ouvir réus por briga de torcidas que deixou dois mortos em 2012
ge — Futebol · 2026-08-12T21:59:03.000Z
Justiça começa a ouvir réus por briga de torcidas que deixou dois mortos em 2012
A juíza Flávia Castellar Oliverio marcou para o dia 5 de outubro da primeira sessão do Tribunal do Júri que irá julgar os envolvidos na morte de dois torcedores do Palmeiras em uma briga com corintianos ocorrida em 2012, na avenida Inajar de Souza, Zona Norte de São Paulo.
São 20 réus, mas só metade deles será julgada neste primeiro momento. A juíza determinou que os dez corintianos, denunciados por homicídio, serão julgados primeiro, enquanto os dez palmeirenses, denunciados por formação de quadrilha, serão julgados em data posterior – ainda não definida.
A decisão se dá não só pelo grande número de réus, mas também por segurança. Réus e testemunhas foram proibidos de comparecerem ao julgamento com roupas ou acessórios que façam menção às equipes de futebol. Foram reservados quatro dias para esse primeiro júri, de 5 a 9 de outubro.
+ Relembre como foi o confronto entre corintianos e palmeirenses na avenida Inajar de Souza
O confronto ocorreu no dia 25 de março de 2012, quando dois ônibus com torcedores do Corinthians se aproximaram de um grupo de palmeirenses que se reuniu para o clássico que seria disputado naquele domingo.
Pedaços de paus usados no confronto na rua Inajar de Souza
Com paus, pedras e rojões, os corintianos emboscaram os rivais, segundo o Ministério Público, e mataram André Alves Lezo e Guilherme Vinícius Jovanelli Moreira.
De acordo com as investigações, o ataque foi planejado com antecedência e tinha o objetivo de vingar a morte de um corintiano, Douglas Karin Silva, em agosto de 2011.
As primeiras sessões de julgamento deste caso começaram em 2016 e geraram uma onda de violência que causou outra morte. Em 3 de abril, dia de Corinthians x Palmeiras, José Sinval Batista de Carvalho, de 53 anos, foi ferido por uma bala perdida – ele não tinha relação com as organizadas.
No dia seguinte, a Secretária Estadual de Segurança Público determinou que os clássicos paulistas seriam disputados com torcida única, medida ainda em vigor.