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Fachada da Escola Municipal Professora Maria José Gattii Carlos, onde menina de 7 anos de idade morreu engasgada
G1 — Brasil · 2026-08-12T22:04:25.000Z
Fachada da Escola Municipal Professora Maria José Gattii Carlos, onde menina de 7 anos de idade morreu engasgada
A menina de 7 anos que morreu após passar mal durante o almoço em uma escola municipal de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, tinha autismo nível 1 e estava comendo arroz e feijão tropeiro quando passou mal, segundo informações da TV Globo.
Emanuele Martins Soares era acompanhada por uma profissional de apoio durante as atividades pedagógicas. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, porém, ela era independente para atividades como usar o banheiro e se alimentar e não precisava de alimentação especial nem de auxílio para comer.
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A secretária de Educação de Ribeirão das Neves, Dolores Kicila Alves Carlos, afirmou que, apesar da autonomia da menina, havia vários profissionais próximos aos estudantes durante o momento da refeição.
“A criança Emanuele era uma criança independente e autônoma, mas ainda assim era acompanhada no momento da refeição por vários profissionais da escola”, afirmou.
Segundo o representante técnico de Ribeirão das Neves, William Silva de Paula, um pedaço de alimento foi retirado durante o atendimento. Ele afirmou, no entanto, que ainda é necessário aguardar o laudo pericial para determinar o que provocou a morte.
“Foi retirado um pedaço de alimento. Provavelmente que o incidente aconteceu foi isso. Agora eu não sei te falar qual o alimento que foi retirado, porque eu não fui eu que prestei o atendimento para criança, mas havia um alimento bloqueando”, disse.
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Tentativas de socorro
Ainda de acordo com a Secretaria de Educação, assim que Emanuele passou mal, funcionários da escola tentaram realizar manobras para desengasgá-la.
Uma médica que estava de plantão em um posto de saúde próximo à escola também foi chamada para ajudar no atendimento. O Samu foi acionado e, segundo a prefeitura, chegou ao local em aproximadamente 15 minutos.
As tentativas de reanimação duraram cerca de 40 minutos, conforme informado pela prefeitura.
A morte causou comoção entre funcionários e professores da escola. Uma antiga professora de Emanuele contou que a menina era carinhosa e gostava de abraçar.
“Ela gostava de dar um abraço, é muito carinhosa. (...) Muito triste. Em 20 anos de carreira, eu nunca vi uma situação tão triste como essa.”
A Polícia Civil foi acionada para realizar a perícia, e a Prefeitura de Ribeirão das Neves abriu uma sindicância para apurar as circunstâncias da morte.
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