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Uma família denuncia negligência médica após a morte da bebê Isadora dos Santos Braga, de 7 meses, em SP
G1 — Brasil · 2026-08-12T22:02:05.000Z
Uma família denuncia negligência médica após a morte da bebê Isadora dos Santos Braga, de 7 meses, em SP
Uma família afirma que a bebê Isadora dos Santos Braga, de 7 meses, morreu devido a uma negligência médica. Ela recebeu atendimento na UPA Tito Lopes, em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo. Segundo a avó, a menina teve o quadro agravado após ser medicada e morreu durante a transferência para o Hospital Municipal Tide Setubal.
Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde disse que, apesar dos esforços empregados, a paciente não resistiui, e o corpo foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito, responsável pela investigação das circunstâncias da morte. A pasta aguarda o resultado do laudo para confirmação da causa da morte (veja nota completa abaixo).
Ao g1, Eliane Antônia de Oliveira Souza contou que a neta começou a ter febre, coriza e tosse na segunda-feira (10). "Minha filha a levou às 14h30 para a UPA. Fizeram exames e disseram que não apontaram nada. Não nos deram os resultados, só nos comunicaram mesmo. Porém, eram 19h, e a bebê estava muito roxa, com bolinhas vermelhas na pele e com falta de ar. Minha filha me ligou, e eu fui lá".
A avó relata que, diante do quadro da neta, pediu que a enfermeira chamasse novamente a médica.
"Quando eu cheguei, a enfermeira disse que a médica não falou que era de reação, porque não iam dar nenhum remédio de reação, e que a bebê estava só no soro. A enfermeira começou a correr atrás da médica, e a bebê ficando cada vez mais roxa. Ela voltou com a médica, e a doutora disse que estava com muitos pacientes para atender, que não aguentava mais a enfermeira atrás dela e que já tinha falado para minha filha fazer a transferência."
"Aí eu falei que se a enfermeira estava correndo atrás dela era porque estava vendo que a criança estava ruim. Ela, então, disse que era normal a bebê ficar roxa, e eu disse que não."
Eliane contou ainda que foi dada medicação na veia e usaram bombinhas para a falta de ar. "Mas minha neta piorou mais ainda. Ficava pálida e depois, roxa. Foram ver a saturação dela, mas o aparelho estava quebrado."
Isadora foi transferida depois de 10 horas, afirmou a avó. "Ela chegou ao hospital já quase morrendo. Até o médico questionou o motivo de não acionarem a UTI onde a bebê estava. Tentaram reanimá-la, mas ela não aguentou. Era morreu 2h de terça-feira (11). Muito triste tudo isso. Era a segunda filha da minha filha. Ela está arrasada".
A avó disse que o atestado de morte apontou broncopneumonia. "Voltei até a UPA para registrar o que houve e tentei pegar o nome da médica, mas não consegui. No dia, eu estava tão nervosa que não reparei no nome dela. Também registramos um boletim de ocorrência por conta da morte, que foi um procedimento padrão, e registraram como morte natural. Mas foi negligência o que aconteceu", ressaltou.
O que diz a Secretaria Municipal da Saúde
"A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informa que a paciente I. S. B. recebeu atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Tito Lopes e, posteriormente, foi transferida para o Hospital Tide Setúbal, com vaga regulada pelo Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo (Siresp).
Apesar dos esforços empregados, a paciente evoluiu a óbito e o corpo foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO), responsável pela investigação das circunstâncias da morte. A SMS aguarda o resultado do laudo para confirmação da causa.
A pasta lamenta a perda e manifesta solidariedade à família. A direção da unidade permanece à disposição da família."
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