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Black Pantera retrata passado, presente e futuro na capa do álbum 'Continental'

Capa do álbum 'Continental', da banda Black Pantera

G1 — Brasil · 2026-08-13T00:23:50.000Z

Capa do álbum 'Continental', da banda Black Pantera

Arte de Ramon Álvaro (Beeboy)

♫ PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR

♬ Gostei da capa do quinto álbum de estúdio da banda Black Pantera, “Continental”, assim que bati o olho na imagem. E acho que a função de uma capa de disco é essa mesma: capturar de imediato a atenção e o olho do ouvinte.

A capa de “Continental” – álbum programado para ser lançado em 21 de agosto com 13 músicas – é assinada por Ramon Álvaro, artista visual capixaba conhecido como Beeboy.

“A menina de costas. O futuro à frente, o sonho nas mãos. A ancestralidade soprando no ouvido”. Foi assim, com essa definição poética, que o trio mineiro explicou o conceito da capa de “Continental” ao revelar a imagem nas redes sociais do Black Pantera.

Passei a gostar ainda mais da capa do álbum quando me deparei com a interpretação da imagem pela banda. Mas o fato é que uma capa de disco – sim, eu ainda tenho mania de chamar de disco um álbum, EP ou single – é em essência uma obra de arte e, como tal, nem precisa explicação. É arte. E toda arte é passível de múltiplas interpretações. Ou mesmo nenhuma.

Assim como uma música pode soar sublime para uns e passar despercebida para outros, uma capa de álbum também pode gerar encanto ou mesmo indiferença. A capa do álbum “Continental” me encantou.

É uma imagem que tem poesia e que honra a tradição de grandes capas na discografia de estúdio do grupo, aumentando a expectativa para a audição do álbum que Black Pantera faz feats com Derrick Green, Duquesa e Sandra de Sá nas músicas “Obsoleto”, “Serotonina” e “Quando canto”, respectivamente.

Que venha, pois, “Continental” com essa capa tão bela quanto expressiva!

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