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Três anos após viralizar com foto de Ítalo Ferreira, fotógrafo faz novos registros do eclipse; veja FOTOS

Registro de fotógrafo brasileiro durante eclipse na Espanha.

G1 — Brasil · 2026-08-13T11:42:03.000Z

Registro de fotógrafo brasileiro durante eclipse na Espanha.

Se o eclipse solar já é um evento impressionante de observar, os registros após o fenômeno muitas vezes são ainda mais impactantes. E dá para dizer que o fotógrafo brasileiro Marcelo Maragni já pode ser considerado um especialista em capturar esses momentos.

Quase três anos depois de viralizar com um registro do surfista brasileiro Ítalo Ferreira durante o eclipse solar de 2023, ele fez uma nova foto, agora na Espanha, durante o eclipse que aconteceu na última quarta-feira (13).

"Depois que eu fiz a foto do Ítalo, ficou na minha cabeça fazer outras fotos parecidas. [...] E quando soube do eclipse na Espanha, que seria total, visto pelo país inteiro, surgiu a ideia de fazer, até por ser uma coisa que eu nunca tinha visto", conta o fotógrafo ao g1, ainda na Espanha.

☀️O fenômeno foi visível em diferentes pontos do Hemisfério Norte, com a chamada faixa de totalidade passando pelo norte da Rússia, Groenlândia, Islândia, Espanha e Portugal. No Brasil, o eclipse não pôde ser visto.

Dessa vez, o personagem que compôs a foto com o eclipse foi o piloto espanhol Edgar Canet. No registro, o atleta aparece empinando a moto na frente do fenômeno, tanto na fase total quanto parcial do eclipse.

Piloto Edgar Canet em foto durante o eclipse.

Ele explica que, para chegar ao resultado da foto, é preciso muita coordenação, porque se trata de um jogo de perspectiva. Registros desse tipo só são possíveis porque o fotógrafo fica a uma distância muito grande do objeto que está sendo capturado. (entenda mais abaixo)

O fato de se tratar de um eclipse total, diferentemente do que aconteceu em 2023, também acrescentou um elemento a mais de dificuldade no processo.

"Quando você está fotografando um eclipse desse, você está com a luz forte do sol e de repente fica escuro, então você muda toda a configuração da câmera. E, nesse caso, na hora da totalidade, fica de noite, então eu tinha luzes lá em cima para iluminar o atleta", conta.

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Foto à distância e a busca pelo local perfeito

Para conseguir o resultado desejado, o fotógrafo precisava de um lugar exato que proporcionasse a perspectiva pensada para o registro.

Ele descreve que buscou um local com duas montanhas, uma de frente para a outra, em que o atleta ficasse em uma e ele, na outra, a uma distância de 600 metros a um quilômetro – no fim, foram necessários 900 metros para a foto.

Fotógrafo brasileiro registra piloto espanhol durante o eclipse.

"Com essa distância e uma lente muito longa, bem grande, eu consigo 'puxar' o sol e deixar o atleta ainda pequeno", detalha.

Foram necessários quase seis meses na Espanha e mais de dois mil quilômetros rodados para encontrar o local ideal.

Coordenação via rádio

Mas não é só o lugar perfeito que garante o registro que o fotógrafo havia imaginado. São necessários diversos ajustes finos e uma coordenação com o próprio atleta envolvido, feita via rádio.

Estar em uma montanha permitia que Maragni subisse e descesse para fazer o ajuste fino da foto, à medida também que o eclipse ia se movimentando.

Com uma assistente na outra montanha, ele orientava o movimento que o piloto deveria fazer e o momento em que precisaria se movimentar.

"O fenômeno todo é muito rápido, então essa coordenação por rádio é essencial. Tem que ser tudo muito bem pensado e planejado", explica.

Mesmo já tento experiência fotografando atletas na natureza, Marcelo afirma que sempre busca se desafiar a fazer algo novo, diferente.

Ele reforça seu gosto por fenômenos como o eclipse e conta que foi uma experiência totalmente única, apesar de já ter registrado o Ítalo em uma situação semelhante em 2023.

"Ter a oportunidade de ver um eclipse total, é muito incrível. Está de dia e de repente, fica de noite. É super emocionante, uma coisa que vale a pena ser vivida, realmente mágica", diz.

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