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Prefeitura e professores fazem nova reunião para tentar fim de greve em Santarém

Representantes da Prefeitura de Santarém e do sindicato dos professores (Sinprosan) durante reunião de negociação sobre a greve na educação.

G1 — Brasil · 2026-08-13T12:15:41.000Z

Representantes da Prefeitura de Santarém e do sindicato dos professores (Sinprosan) durante reunião de negociação sobre a greve na educação.

A Prefeitura de Santarém e o Sindicato dos Profissionais das Instituições Educacionais da Rede Pública Municipal (Sinprosan) voltam a se reunir na manhã desta quinta-feira (13) para tentar um acordo que encerre a greve dos professores, que hoje chega ao 10º dia.

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Às 16h de hoje, a categoria vai realizar uma nova assembleia na sede do sindicato. Os servidores vão avaliar as propostas apresentadas pelo município e decidir se continuam ou se encerram a paralisação.

Reunião de 8 horas

A nova rodada de negociações ocorre após uma reunião exaustiva na quarta-feira (12), que começou às 14h30 e terminou por volta das 22h30. Do lado de fora da prefeitura, um grupo de professores ficou acampado à espera de respostas.

O prefeito participou da primeira parte da conversa e discutiu seis pautas. Depois, as negociações seguiram com o vice-prefeito Carlos Martins, mas não houve tempo para debater todos os tópicos.

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O presidente do Sinprosan, Carlos Assis, explicou que a reunião precisou ser suspensa na noite de quarta devido ao cansaço dos negociadores.

"Não conseguimos discutir todos os pontos da pauta. Esse fato nos obrigou a ter um descanso e reagendar para retornar à mesa de negociação nesta quinta-feira", explicou o presidente.

Impasse e ordem da Justiça

A pauta dos professores reúne 30 reivindicações. Entre as principais estão a realização de concurso público, reajuste salarial e a climatização das salas de aula. A prefeitura alega que 18 pontos já foram acordados em reuniões anteriores.

O movimento dos professores também enfrenta restrições na Justiça. No dia 11 de agosto, o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) determinou que 80% dos servidores devem voltar ao trabalho imediatamente.

A Justiça também proibiu o bloqueio de acessos às escolas e fixou multa diária de R$ 3 mil ao sindicato caso a ordem seja descumprida.

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