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Sede inclusiva para autistas e capacidade para mais de 1 mil pessoas: veja detalhes de igreja que deve R$ 843 mil de aluguel

Igreja Casa, em Goiânia

G1 — Brasil · 2026-08-13T13:31:50.000Z

Igreja Casa, em Goiânia

A igreja Casa Ministério Cristão, que deve deixar o imóvel onde funciona sua sede por causa de uma dívida de mais de R$ 800 mil no pagamento do aluguel, em Goiânia, possui uma estrutura com espaço inclusivo para autistas, capacidade para mais de 1 mil pessoas sentadas e 120 vagas de estacionamento. No Instagram, a igreja conta com mais de 240 mil seguidores.

O g1 entrou em contato com a administração da Casa Ministério Cristão para que a instituição pudesse se posicionar sobre o caso, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

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A Casa foi fundada em 2017 e passou por diversos espaços até inaugurar a sua sede em 2021, na Avenida T-63, no Setor Pedro Ludovico. O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) determinou que a igreja deixe o imóvel devido ao atraso no pagamento do aluguel durante mais de dois anos. A decisão liminar estabeleceu prazo de 15 dias para a desocupação voluntária. Cabe recurso da decisão.

Segundo a locadora do imóvel, o aluguel está atrasado desde março de 2024. A decisão liminar foi emitida pela 7ª Câmara Cível em 30 de julho após a empresa Única Brasília Automóveis recorrer de uma decisão anterior que havia negado o pedido de despejo.

"A proprietária suportou prejuízo financeiro relevante em razão da inadimplência prolongada, superior a dois anos, período em que permaneceu privada da fruição do imóvel e da respectiva renda locatícia", disse a empresa ao g1.

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Segundo o processo, a dívida acumulada em mais de dois anos já ultrapassa R$ 843 mil.

Durante análise do recurso, o juiz Élcio Vicente apontou dois fatores principais para autorizar a saída da igreja do imóvel: o fim do contrato, cujo prazo terminou em 1º de março de 2026, mas a instituição permaneceu no local sem autorização, e a insuficiência da garantia, de cerca de R$ 60 mil, depositada no início do contrato, que se tornou “irrisória” diante do valor atual da dívida.

"A demora na retomada do imóvel agrava o prejuízo e torna a satisfação do crédito acumulado progressivamente mais incerta, configurando dano grave e de difícil reparação que a medida liminar visa a estancar", destacou o magistrado.

Para a Justiça, manter a igreja no local sem pagar traria um prejuízo financeiro grave à empresa, estimado em pelo menos R$ 20 mil por mês. A decisão estabelece que, caso a desocupação não ocorra de forma voluntária em duas semanas, será realizado o despejo forçado.

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