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Chefes de esquema de falsificação de anabolizantes presos no Paraguai são expulsos do país e entregues no Paraná

Suspeitos de fabricar e distribuir anabolizantes são alvos da polícia do DF

G1 — Brasil · 2026-08-13T14:43:17.000Z

Suspeitos de fabricar e distribuir anabolizantes são alvos da polícia do DF

Os dois brasileiros apontados como integrantes da chefia de um esquema de fabricação e distribuição clandestina de anabolizantes e falsos emagrecedores foram expulsos do Paraguai e entregues às autoridades brasileiras na noite de quarta-feira (12).

Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como “Jiraiya”, e Jeferson Oliveira dos Santos foram levados até a Ponte Internacional da Amizade, na fronteira entre Cidade do Leste, no Paraguai, e Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná.

Até a última atualização desta reportagem, a defesa de ambos não havia sido identificada.

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Os dois foram presos em Cidade do Leste, durante uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) contra o grupo. Segundo a investigação, eles estavam em uma casa que era usada como base para a compra e preparação de medicamentos emagrecedores e anabolizantes que seriam levados clandestinamente ao Brasil.

Roberto, de 39 anos, é apontado pela investigação como um dos chefes do esquema. Segundo a polícia, o grupo atuava há pelo menos 12 anos e movimentava mais de R$ 500 mil por mês com a venda de anabolizantes clandestinos.

A operação resultou na prisão de cerca de 40 pessoas no Brasil e no Paraguai. No Paraná, cinco pessoas foram presas por determinação judicial e outras duas foram detidas em flagrante por posse de armas e munições.

Duas pessoas foram presas no Paraguai

Foz era usada para entrada de insumos e lavagem de dinheiro

Segundo a investigação, Foz do Iguaçu era usada pelo grupo para trazer clandestinamente insumos do Paraguai e também para lavar o dinheiro obtido com a venda dos produtos.

Na cidade, havia um núcleo especializado em movimentar os valores com a ajuda de doleiros no Paraguai e na região de fronteira. O objetivo, segundo a polícia, era ocultar a origem do dinheiro e reinseri-lo na cadeia de produção e distribuição das substâncias.

Os insumos trazidos do Paraguai eram levados para outros pontos do país. Nesses locais, os suspeitos produziam clandestinamente os anabolizantes e medicamentos, que depois eram distribuídos para diferentes estados.

De acordo com a PCDF, os anabolizantes eram fabricados de forma caseira e precária, com o uso de substâncias hormonais, diuréticas e estimulantes.

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Como funcionava o esquema

Segundo a investigação, o grupo tinha núcleos no Distrito Federal, Goiás, Paraíba e Paraná e atuava na fabricação, falsificação, armazenamento e venda de anabolizantes, medicamentos, substâncias controladas e termogênicos adulterados.

Em Foz do Iguaçu, uma fornecedora e o marido são apontados como responsáveis por coordenar o abastecimento dos produtos para outros estados.

A investigação também aponta que médicos veterinários ligados ao grupo emitiam receitas falsas para permitir a compra de medicamentos de uso controlado em estabelecimentos agropecuários.

Para dar aparência de legitimidade aos produtos, os suspeitos usavam rótulos em línguas estrangeiras e bandeiras de outros países, segundo a Polícia Civil. Nutricionistas e treinadores também são investigados por supostamente recomendar as substâncias.

A ação cumpriu 43 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão, além do bloqueio de cerca de R$ 32 milhões em bens e valores dos investigados.

Também foram apreendidos 25 veículos de luxo, 13 estabelecimentos foram fechados e 22 perfis usados para divulgação e comercialização dos produtos foram retirados do ar.

A investigação começou após uma busca na casa de um dos suspeitos apontados como chefe de um dos núcleos. No celular apreendido, os policiais encontraram mensagens que, segundo a corporação, ajudaram a identificar a estrutura e a divisão de tarefas do grupo.

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