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Os porta-aviões USS Abraham Lincoln e um B-52H Stratofortress da Força Aérea dos Estados Unidos realizaram manobras conjuntas em junho de 2019
G1 — Mundo · 2026-08-13T14:48:10.000Z
Os porta-aviões USS Abraham Lincoln e um B-52H Stratofortress da Força Aérea dos Estados Unidos realizaram manobras conjuntas em junho de 2019
Brian M. Wilbur/Forças Armadas dos EUA
Marinheiros a bordo do porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln tentaram pular no mar em meio a um destacamento com duração recorde e sem previsão para voltar para casa, segundo o jornal britânico "The Guardian".
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Os incidentes ocorreram em meio a crise de saúde mental causada por um destacamento prolongado decorrente da guerra do Irã, informou reportagem do "Guardian" baseada em relatos de esposas a veículos norte-americanos especializados em questões militares. Ao menos três militares tentaram pular no mar em incidentes separados e foram detidos por outros marinheiros, segundo a apuração.
O USS Abraham Lincoln partiu de San Diego em novembro de 2025 para uma missão no Pacífico programada para durar sete meses. No entanto, o porta-aviões foi redirecionado para o Oriente Médio em janeiro de 2026 em meio à escalada de tensões dos EUA contra o Irã. A embarcação permaneceu na região desde então, sem previsão para retornar para casa —a guerra também não tem perspectiva de ser finalizada.
Com isso, os cerca de cinco mil tripulantes a bordo do USS Abraham Lincoln estão há mais de 250 dias consecutivos no mar, o que é um recorde para um destacamento militar em porta-aviões norte-americano nos tempos modernos.
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Diante da situação, políticos democratas do Congresso exigiram ação do governo Trump. Ao menos cinco congressistas demandaram publicamente que o Departamento de Guerra se posicione sobre o tema.
O senador democrata Richard Blumenthal afirmou na quarta que enviou uma carta ao secretário de Guerra, Pete Hegseth, e ao secretário interino da Marinha, Hung Cao, para expressar “séria preocupação” com o aumento da duração das missões e pedir explicações sobre as condições de vida a bordo do porta-aviões.
“Há relatos generalizados de escassez de itens básicos, contaminação da água, problemas de encanamento, deterioração da saúde mental e preocupações com a segurança no convés”, afirmou ele na carta. Ele adicionou que também foram relatadas “interrupções no sistema postal, que fizeram com que muitos pacotes enviados ao navio ficassem perdidos durante meses no trajeto”.