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Internacional oferece trator à Justiça como garantia por dívida com empresário; entenda

Vitória e Internacional avançam às quartas da Copa do Brasil

G1 — Brasil · 2026-08-13T16:50:29.000Z

Vitória e Internacional avançam às quartas da Copa do Brasil

Um trator agrícola avaliado em R$ 80.488 foi oferecido pelo Internacional, time de futebol do Rio Grande do Sul, como garantia em uma disputa judicial por uma dívida de R$ 30.621,56.

O equipamento, fabricado pela John Deere, foi apresentado pelo clube à Justiça do RS em um processo movido pelo empresário Tiago Silva dos Santos. As informações são da ESPN.

Como o trator entrou no processo

O Internacional apresentou o trator como garantia processual depois de ser cobrado judicialmente pelo pagamento de uma comissão ao empresário.

Em 25 de maio de 2026, o juiz Walter José Girotto, da 17ª Vara Cível de Porto Alegre, deu três dias para o clube efetuar o pagamento da dívida.

Em 13 de julho, o Internacional apresentou embargos à execução. Na defesa, o clube argumentou que o pagamento da parcela em aberto dependia da emissão de uma nota fiscal pela empresa de Tiago Silva, o que, segundo o clube, não teria ocorrido.

Imagem ilustrativa de um trator John Deere

Como garantia para evitar bloqueios bancários e penhoras, o Internacional ofereceu o trator agrícola da John Deere, avaliado em R$ 80.488, e pediu efeito suspensivo ao processo

O pedido foi negado pelo magistrado em 21 de julho. A decisão sobre a garantia ficou para depois da manifestação do credor.

Empresário recusou a máquina

Na última terça-feira, Tiago Silva dos Santos recusou o trator e pediu a continuidade da execução.

O empresário argumentou que o dinheiro tem prioridade na ordem de penhora, conforme o artigo 835 do Código de Processo Civil.

Ele também afirmou ter enviado ao Internacional a nota fiscal que, segundo o clube, seria necessária para o pagamento da parcela. O empresário pediu ainda que o clube fosse punido por litigância de má-fé.

De onde vem a dívida

A cobrança tem origem em um termo de pagamento de comissão firmado entre o empresário e o Internacional em 1º de abril de 2019, no valor de R$ 125 mil, dividido em dez parcelas de R$ 12,5 mil.

O pagamento estava condicionado ao cumprimento de metas esportivas pelo jogador Zé Gabriel. Segundo o empresário, as metas foram atingidas em 25 de julho de 2020, ativando a cláusula de pagamento.

O agente afirma que o clube quitou apenas as quatro primeiras parcelas.

Em 30 de junho de 2025, as partes firmaram um termo de renegociação, assinado pelo presidente Alessandro Barcellos. O acordo deixou a dívida remanescente em R$ 85 mil, divididos em três parcelas de aproximadamente R$ 28,3 mil.

Segundo o empresário, o Internacional pagou as duas primeiras e deixou em aberto a última, vencida em 30 de novembro de 2025.

Após duas tentativas de cobrança por e-mail, o empresário acionou a Justiça. O valor da parcela, corrigido pelo IGP-M e com juros de 12% ao ano até 20 de maio de 2026, chegou a R$ 30.621,56.

O que diz o Internacional

Na defesa, o clube afirmou que o pagamento da terceira parcela dependia da emissão de nota fiscal pela empresa de Tiago Silva.

Segundo o Internacional, a nota não teria sido emitida para essa parcela, o que teria descumprido uma obrigação prevista no acordo.

O clube apresentou os embargos à execução e ofereceu o trator agrícola como garantia no processo.

A disputa segue na Justiça do Rio Grande do Sul.

*Procurado pelo g1, o Internacional ainda não se pronunciou.

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