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Despedida de pet em funerária emociona em Goiás
G1 — Brasil · 2026-08-13T16:42:46.000Z
Despedida de pet em funerária emociona em Goiás
A despedida da cadela Pipoca, que aconteceu em Goianésia, região central de Goiás, emocionou internautas após a publicação de um vídeo que mostra parte da homenagem contratada pelo tutor Paulo Sérgio de Freitas, de 48 anos (assista ao vídeo acima). Ao g1, ele contou que o velório foi uma maneira de agradecer pelos anos de companheirismo que viveu com Pipoca.
A cerimônia foi realizada em julho, na funerária Divina Luz, quando a cadela de 10 anos morreu em decorrência de um tumor nas mamas, que acabou se espalhando. Paulo Sérgio conta que adotou Pipoca em Brasília, quando trabalhava como caminhoneiro.
"Eu encostei o caminhão em um estacionamento e ela se aproximou. Aí criamos aquele laço de amizade. Eu falei assim: 'Vou levar você para casa'", disse ele.
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Despedida de cadela emociona em Goiás
No vídeo, Pipoca aparece deitada logo abaixo de uma projeção com uma foto sua, enquanto um funcionário lê um texto falando sobre a vida da cachorrinha.
"Hoje nos despedimos de Pipoca, que transformou uma simples doação em uma linda história de amor, lealdade e gratidão. Foi adotada, mas na verdade foi ela quem adotou um coração para amar e encontrou um lar", diz o texto da homenagem.
Ele conta que decidiu fazer o velório para a cadela como um gesto de gratidão e que se emocionou com a cerimônia.
"Foi um ato assim de gratidão, por um cachorro que esteve com você, foi amigo mesmo. Aquela amizade verdadeira de um animal com o dono", lembra ele.
Nos comentários do vídeo, internautas elogiaram a homenagem e falaram sobre como as relações entre tutores e animais. "Não tem como não chorar", diz um deles.
"Só quem conhece o amor verdadeiro entre humanos e animais pode saber o quanto eles representam para nós. Homenagem merecida e assim que deveria ser com todos", escreveu outro.
Em entrevista ao g1, a diretora administrativa da funerária, Tamiris Ferreira, onde foi realizado o velório de Popoca disse que a despedida é feita de forma personalizada, em um ambiente em que os tutores possam de despedir com tranquilidade, respeito e privacidade.
No momento, incluir fotografias, vídeos, músicas e outros elementos que façam parte da história do pet e da relação construída com a família. "A ideia é que cada despedida tenha identidade e represente um pouco do vínculo que existiu ali", explicou.
"É justamente isso que buscamos: não fazer simplesmente um velório, mas proporcionar um momento em que aquela família possa olhar para tudo o que viveu com seu pet, reconhecer essa história e se despedir com carinho, respeito e significado", afirmou Tamiris.
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Foram 10 anos vivendo juntos, segundo o tutor. Paulo, que hoje trabalha como motorista de aplicativo em Goianésia, disse que Pipoca se adaptou muito bem à rotina e que a cadela o recebia todos os dias quando chegava do trabalho.
"Já está fazendo falta... Você imagina, assim, que todo dia quando eu chegava do serviço, ela me recebia. Eu chego de madrugada e ela estava ali me esperando todo dia", lembra ele.
O motorista conta que Pipoca demonstrava ter muito amor por ele e que ela era uma cachorra "sem explicação". "Ela foi uma cachorra assim que tinha um amor por mim, que eu ficava pasmado. Tinha um contato muito forte comigo", disse ele.