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Departamento de Estado dos EUA nega planos para impedir reeleição de Lula

Marco Rubio faz discurso de abertura durante um evento intitulado "Ministerial sobre o ressurgimento do terrorismo político" no Departamento de Estado dos EUA em 16 de julho de 2026, em Washington

G1 — Mundo · 2026-08-13T16:29:56.000Z

Marco Rubio faz discurso de abertura durante um evento intitulado "Ministerial sobre o ressurgimento do terrorismo político" no Departamento de Estado dos EUA em 16 de julho de 2026, em Washington

BRENDAN SMIALOWSKI / AFP

O Departamento de Estado dos Estados Unidos negou ao g1 nesta quinta-feira (13) ter um plano para impedir a reeleição do presidente Lula, e afirmou que respeitará "qualquer governo" que for eleito em outubro.

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Perguntado se o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, teria um plano para evitar a reeleição do presidente brasileiro, uma fonte do órgão norte-americano afirmou ao g1 que essa convicção da equipe de Lula —revelada pelo blog do Valdo Cruz na quarta— não corresponde à realidade.

“Damos grande importância à relação com o Brasil. Respeitamos o povo brasileiro e qualquer governo que eles escolham livremente, por meio de eleições livres e justas no Brasil. E nós [EUA] temos respeitado e mantido relações com governos de ambos os lados do espectro político no Brasil, e tivemos relações muito bem-sucedidas com eles”, afirmou a autoridade.

Apesar da negativa, o condicional "eleições livres e justas" remete a falas anteriores do governo Trump para questionar pleitos em outros países, o que deixaria uma brecha para descreditar o resultado da eleição brasileira. O sistema eleitoral brasileiro, por sua vez, é comprovadamente livre e as urnas eletrônicas são seguras, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo assessores de Lula, a sensação de que Rubio teria um plano dessa natureza foi reforçada depois que o governo Trump divulgou vídeo dizendo que o domínio dos EUA em toda a América "nunca mais será questionado".

Agora no g1

O Brasil e os Estados Unidos enfrentam uma fase de crise diplomática em meio à aproximação das eleições presidenciais, marcadas para o primeiro e terceiro finais de semana de outubro.

Outros fatores que estremeceram as relações entre os dois países nas últimas semanas estão:

Uma montagem de Lula algemado e vendado no lugar do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, que foi preso pelos EUA em janeiro;

Sucessivos tarifaços contra o Brasil e produtos brasileiros;

Sanções contra autoridades brasileiras, como ministros do STF;

Esta reportagem está em atualização.

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