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Dona Onete é novamente internada em hospital de Belém com quadro de infecção

Dona Onete ficou mais de um mês internada

G1 — Brasil · 2026-08-13T17:22:42.000Z

Dona Onete ficou mais de um mês internada

A cantora e compositora paraense Dona Onete, de 87 anos, está internada no Hospital Beneficente Portuguesa do Pará, em Belém. A informação foi divulgada pela família e pela equipe da artista nesta quinta-feira (13), por meio de uma nota oficial publicada nas redes sociais.

De acordo com o comunicado, a "Rainha do Carimbó" deu entrada na unidade de saúde para tratar um quadro de infecção. Ela permanece sob cuidados intensivos e constante monitoramento da equipe médica do hospital.

No texto, os familiares destacam que, devido à idade avançada da cantora, qualquer intercorrência de saúde exige um cuidado ainda maior e atenção redobrada de todos os envolvidos no tratamento.

"Seguimos acompanhando a evolução com todo o cuidado necessário", diz a nota oficial.

A equipe e os familiares também fizeram um apelo para que a privacidade da artista e de seus parentes seja preservada neste momento de recuperação.

Em março deste ano, a cantora havia dado entrada no hospital para tratar um quadro de infecção urinária. Em 20 de março, ela foi submetida a uma cirurgia após ser diagnosticada com um pseudoaneurisma na perna: condição que pode causar dor, inchaço e risco de sangramento em alguns casos.

Ícone da cultura da Amazônia

Nascida em Cachoeira do Arari, na Ilha de Marajó, Ionete da Silveira Gama, popularmente conhecida como Dona Onete, é uma das maiores representantes da música e da cultura do Norte do país.

Ex-professora de história e ex-secretária de Cultura do município de Igarapé-Miri, ela iniciou a carreira artística profissional tardiamente, após se aposentar. Com seu carisma e o ritmo do "carimbó chamegado", conquistou palcos por todo o Brasil e realizou turnês internacionais.

Dona Onete é a voz por trás de grandes sucessos da música paraense, como "No Meio do Pitiú", "Banzeiro" e "Feitiço Caboclo", sendo amplamente reverenciada como uma das principais salvaguardas do patrimônio cultural amazônico.

A obra da cantora obra é considerada patrimônio imaterial do Pará e exalta o amor, o cotidiano e a identidade paraense.

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