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Operação contra esquema de apostas online, golpes e lavagem de dinheiro é deflagrada em condomínio de luxo na Bahia

Operação 'Aposta Suja' é deflagrada contra bets ilegais, golpes e lavagem de dinheiro

G1 — Brasil · 2026-08-13T18:11:40.000Z

Operação 'Aposta Suja' é deflagrada contra bets ilegais, golpes e lavagem de dinheiro

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido nesta quinta-feira (13) em um condomínio de luxo em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, durante a Operação Aposta Suja, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ).

A ação investiga uma organização criminosa suspeita de explorar ilegalmente apostas online, aplicar golpes contra clientes e lavar dinheiro.

A operação é conduzida pelo CyberGaeco do Ministério Público do Rio de Janeiro, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI-MPRJ). A ação também conta com a participação do CyberGaeco do Ministério Público de São Paulo, além da colaboração da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda e do Gaeco do Ministério Público da Bahia.

No imóvel localizado em Feira de Santana, foram apreendidos dinheiro em espécie em moeda estrangeira, um tablet, um celular e dois veículos de alto padrão.

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Os investigados são suspeitos de integrar uma organização criminosa voltada à exploração ilegal do mercado de apostas online, aplicação de golpes contra apostadores e lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa.

Segundo as investigações, o grupo operava por meio de diversos sites de apostas que não tinham autorização do Ministério da Fazenda. Os depósitos feitos pelos usuários seriam direcionados para empresas de fachada.

Ainda de acordo com as apurações, as plataformas impediam clientes de sacar valores disponíveis nas contas. O dinheiro obtido com o esquema seria posteriormente lavado por meio de diferentes operações financeiras.

Grupo teria movimentado mais de R$ 1,4 bilhão

Um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou mais de 800 comunicações de operações suspeitas envolvendo os investigados entre 2022 e 2026.

As movimentações financeiras identificadas no período ultrapassam R$ 1,4 bilhão. Desse total, mais de R$ 100 milhões teriam sido movimentados, de forma isolada, por uma das empresas investigadas.

Segundo o Ministério Público, parte dos recursos teria sido convertida em criptoativos, distribuída entre várias contas e enviada para o exterior. A suspeita é de que essas operações tenham sido usadas para dificultar o rastreamento do dinheiro e, posteriormente, reinseri-lo na economia formal.

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