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Câmara de Varginha absolve vereador acusado de violência doméstica e ato libidinoso em gabinete

Câmara de Varginha vota pedido de cassação de vereador Bruno Coletor, do PSDB

G1 — Brasil · 2026-08-13T18:09:19.000Z

Câmara de Varginha vota pedido de cassação de vereador Bruno Coletor, do PSDB

O vereador Bruno Leandro de Souza, conhecido como Bruno Coletor (PSDB), foi absolvido por unanimidade pela Câmara Municipal de Varginha nesta quinta-feira (13). Os 15 vereadores presentes aprovaram o relatório da Comissão Processante, que concluiu pela improcedência das denúncias de quebra de decoro parlamentar contra o vereador.

A sessão extraordinária começou por volta das 9h30 e durou cerca de duas horas e meia. O relatório final da Comissão Processante foi lido durante a sessão e apontou que as provas reunidas durante a apuração não foram consideradas suficientes para comprovar as denúncias. Com a aprovação do relatório, o processo político-administrativo foi arquivado e o mandato de Bruno Leandro foi mantido.

A Comissão Processante apurou duas denúncias contra o vereador. A primeira teve origem em um boletim de ocorrência registrado por uma mulher de 34 anos, que relatou ter sido vítima de ameaças, pressão psicológica e outras condutas que classificou como abusivas. Segundo as informações apresentadas durante o processo, ela também obteve uma medida protetiva.

Câmara de Varginha vota pedido de cassação de vereador Bruno Coletor, do PSDB

Durante a tramitação do processo, a Comissão também apurou uma segunda denúncia, relacionada ao suposto uso das dependências da Câmara Municipal, incluindo o gabinete do vereador, para a prática de atos libidinosos com outras mulheres.

Para apurar as denúncias, foram analisados documentos e registros, além de áudios, vídeos e registros de entrada na Câmara. Pessoas também foram ouvidas durante a investigação.

Apesar das provas reunidas, o relatório da Comissão Processante concluiu que não havia elementos considerados robustos o suficiente para corroborar as condutas denunciadas e recomendou a improcedência das acusações.

Após a leitura do relatório, a defesa de Bruno Leandro se manifestou. Em seguida, o próprio vereador utilizou a tribuna para apresentar sua defesa e reafirmar a própria inocência.

A votação foi nominal, com cada vereador sendo chamado individualmente para declarar o voto. O relatório da Comissão Processante foi aprovado por 15 votos a zero.

Câmara Municipal de Varginha

Bruno Leandro não participou da votação por ser o vereador alvo do processo. A suplente dele, Helen Garcia, ocupou o lugar dele durante a sessão.

Os vereadores Ana Rios, Carlos Chiodi e Davi Martins também não participaram da votação. Eles haviam sido citados durante a tramitação do processo e pediram para não participar da análise. Os três foram substituídos pelos respectivos suplentes.

O processo analisado pela Câmara Municipal é de natureza político-administrativa e tratou exclusivamente da possibilidade de quebra de decoro parlamentar.

A apuração da Câmara não determina, por si só, o resultado de eventual investigação criminal sobre os fatos relatados nas denúncias.

A EPTV, afiliada TV Globo, entrou em contato com a Polícia Civil para saber se há investigação criminal relacionada aos boletins de ocorrência e às denúncias citadas no processo, mas não havia recebido resposta até a última atualização desta reportagem.

Com a aprovação unânime do relatório, o processo político-administrativo foi encerrado e arquivado, e Bruno Leandro permanece no cargo de vereador.

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