ITATIBA1
Trajetória de Zubeldía no Fluminense é marcada por altos e baixos
ge — Futebol · 2026-08-13T19:41:53.000Z
Trajetória de Zubeldía no Fluminense é marcada por altos e baixos
Um dos principais temas abordados na passagem de Luis Zubeldía no comando do Fluminense foi o aproveitamento de jogadores das categorias de base. O treinador, demitido na manhã desta quinta-feira, ficou marcado por não utilizar Riquelme Felipe, Wesley Natã e outras promessas que treinam com o elenco.
+ Riquelme, do Fluminense, deixa emoji de agradecimento em post de demissão de Zubeldía
+ Quem deve ser o novo treinador do Fluminense? Vote aqui!
Para além do uso dessas peças, surge outro questionamento: o Fluminense parou de revelar jogadores de Xerém desde a chegada do técnico argentino?
Zubeldía observa o treinamento do Fluminense
Marcelo Gonçalves / Fluminense FC
No período mais recente da história, entre 2021 e 2022, sob comando de Roger Machado, Marcão, Abel Braga e Fernando Diniz, o Fluminense chegou a utilizar 13 "Moleques de Xerém" no decorrer das temporadas, reforçando característica de lançar jogadores formados no clube.
Alguns deles, como André, Martinelli e John Kennedy, se mantiveram na equipe nos anos seguintes e participaram da conquista da Conmebol Libertadores. Outros nomes como Luiz Henrique e Matheus Martins, campeões da Libertadores pelo Botafogo em 2024, também estiveram entre os jogadores mais utilizados no período e se tornaram vendas milionárias do clube.
Em 2024, após demissão de Fernando Diniz e chegada de Mano Menezes, foi a vez de Kauã Elias ser o herói. O atacante, que já havia sido utilizado em algumas oportunidades no ano anterior, se consolidou sob comando de Mano, e foi um dos principais responsáveis por ajudar o Fluminense a escapar do rebaixamento no Brasileirão. No começo de 2025, acabou vendido para o Shaktar Donetsk, da Ucrânia.
Ainda sob comando de Mano Menezes, outros dois nomes ganharam força entre os profissionais: Riquelme Felipe e Isaque. Visto como as maiores joias da Esquadrilha 07, a dupla foi lançada por Marcão no Campeonato Carioca e continuou ganhando oportunidades ao longo de 2025. Isaque, também vendido ao Shaktar, não teve sequência, diferente de Riquelme, que chegou a ser utilizado também por Renato Gaúcho naquele mesmo ano.
Renato, inclusive, também foi responsável por dar oportunidades a Davi Schuindt e Júlio Fidelis. O zagueiro e o lateral já haviam atuado com Marcão e Mano no Carioca e chegaram a ser titulares em jogos do Fluminense no Brasileirão sob comando de Portaluppi. Wesley Natã, que fez sua estreia em um jogo da Copa Sul-Americana, também foi lançado pela comissão do treinador.
Voz do Setorista: Luis Zubeldía é demitido do comando do Fluminense
Zubeldía não promoveu nenhum jogador de Xerém de forma definitiva
Na passagem do treinador argentino, nenhuma outra peça lançada no profissional teve continuidade. Nomes como Matheus Reis e Wallace Davi, que já faziam parte do elenco desde o ano anterior, chegaram a ser utilizados, mas o atacante teve grave lesão no joelho, enquanto o volante foi negociado com o Botafogo em troca envolvendo Savarino.
Recentemente, dois nomes figuraram entre os profissionais pela primeira vez: Ruan Sales, que atuou apenas no amistoso contra o Nova Iguaçu e não ganhou novas chances; e Keven Samuel, que também deu os primeiros passos no profissional na intertemporada, mas parou por aí.
A não utilização desses jogadores por parte de Zubeldía, segundo apuração do ge, era uma escolha do treinador, que tinha contato frequente com jovens nos treinamentos, mas optava por jogadores com mais experiência nos relacionados. Em dado momento da carreira, à frente do São Paulo, Zubeldía também foi criticado pela postura com jogadores das categorias de base.
Internamente também se entende que a redução de uso desses jogadores se deve a uma melhoria do elenco. Com mais jogadores experientes e um elenco mais robusto, é visto como natural um espaço menor para os jovens.
Keven Samuel e Wesley Natã em treino do time profissional do Fluminense
Marcelo Gonçalves / Fluminense FC
Neste ano, nem os jogos do Campeonato Carioca serviram como base para observar jogadores. Apenas as duas primeiras partidas tiveram jogadores de Xerém em grande número entre os relacionados. Do terceiro jogo em diante, com a mudança do calendário e chegada do Brasileirão, Zubeldía optou por dar minutagem aos titulares e não deu seguimento ao uso da base.
Durante episódio de lesões consecutivas da zaga do Fluminense, havia a expectativa de que Zubeldía subisse algum jovem e promovesse a estreia no time principal. No entanto, optou por relacionar apenas dois zagueiros e, em coletiva, disse não ter enxergado nenhum jogador pronto no sub-20 para integrar o elenco:
— Hoje, pronto, não. No ano passado tínhamos Davi de opção, de sexto, sétimo zagueiro. Se tiver algum juvenil para subir imediatamente, hoje não achamos — disse o treinador.
Felipe Melo diz que Zubeldía bateu no teto e critica falta de uso da base no Fluminense
Sem novos nomes no radar durante a passagem do técnico, o Fluminense viu o número de peças de Xerém serem pouquíssimo aproveitadas duran te a temporada. Sem contar o Carioca e os amistosos, apenas Riquelme e Wesley Natã jogaram, mas têm pouco mais de 90 minutos somados.
Initial plugin text
+ O mercado do Cartola vai fechar! Monte seu time agora!
+ Compre já seus ingressos para os jogos do Fluminense
+ ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Fluminense no WhatsApp
🗞️ Leia mais notícias do Fluminense
🎧 Ouça o podcast ge Fluminense