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Justiça dos EUA rejeita ação de Trump contra Harvard por antissemitismo

Governo Trump nega ter um plano para impedir reeleição de Lula

G1 — Brasil · 2026-08-13T20:28:42.000Z

Governo Trump nega ter um plano para impedir reeleição de Lula

Um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou nesta quinta-feira (13) uma ação do governo do presidente Donald Trump contra a Universidade Harvard. O processo acusava a instituição de não proteger estudantes judeus e israelenses de episódios de antissemitismo no campus.

O juiz Richard Stearns, de Massachusetts, concluiu que o governo não conseguiu demonstrar que Harvard violou do parágrafo VI da Lei dos Direitos Civis de 1964, que proíbe discriminação por raça, cor ou origem nacional.

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Segundo Stearns, os episódios apresentados pelo Departamento de Justiça eram “isolados e episódicos demais” para sustentar a acusação de que a universidade seguia descumprindo a legislação. A decisão atendeu a um pedido de Harvard para encerrar o processo.

Na ação, apresentada em março, o Departamento de Justiça afirmou que professores e dirigentes da universidade fizeram “vista grossa” para o antissemitismo e a discriminação contra judeus e israelenses após os ataques do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023.

O governo também acusou Harvard de permitir que manifestantes contrários a Israel ocupassem bibliotecas, bloqueassem o acesso de alunos a salas de aula e mantivessem um acampamento no campus durante protestos pró-palestinos.

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A denúncia, no entanto, não apresentou fatos posteriores à notificação enviada pelo governo à universidade sobre o suposto descumprimento da legislação, segundo a decisão. Os episódios mencionados ocorreram entre 2023 e 2024.

A decisão representa uma derrota para a ofensiva do governo Trump contra Harvard e outras universidades americanas. Em resposta, o Departamento de Justiça afirmou que discorda da sentença e que avalia quais medidas tomará a seguir.

O governo também tentou suspender bilhões de dólares destinados a pesquisas da universidade. Em setembro de 2025, uma decisão judicial determinou a reversão de mais de US$ 2,6 bilhões em cortes de recursos federais para a universidade.

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Jornal Nacional/ Reprodução

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