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Em meio à crise, embaixador argentino no Brasil retorna a Buenos Aires; Mauro Vieira se reúne com brasileiro

O embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, retornou a Buenos Aires e, com isso, a representação diplomática da Argentina em Brasília passa a ser comandada pela encarregada de negócios, María Cortés.

G1 — Política · 2026-08-13T21:21:58.000Z

O embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, retornou a Buenos Aires e, com isso, a representação diplomática da Argentina em Brasília passa a ser comandada pela encarregada de negócios, María Cortés.

O retorno de Raimondi ao país é consequência da decisão do Brasil de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, em razão dos frequentes ataques do presidente Javier Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chamado por ele, por exemplo, de “corrupto”, “ladrão” e “presidiário”

Brasil rebaixa relações com a Argentina: relembre os ataques de Milei a Lula e a escalada da crise diplomática

Conforme o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o rebaixamento vai durar até que Milei pare de atacar Lula, algo considerado pela diplomacia brasileira como inédito, agressivo e grosseiro.

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Nesse contexto, o chanceler Mauro Vieira se reuniu nesta quinta-feira (13) com o embaixador do Brasil na Argentina, Júlio Bitelli, que foi chamado para consultas ao Brasil quando os ataques de Milei começaram.

Na linguagem diplomática, quando um país chama seu embaixador para consultas, o gesto é considerado duro e mostra desagrado e descontentamento com ações do governo local, neste caso, as declarações do presidente argentino.

Em um primeiro momento, o chanceler argentino Pablo Quirno disse que, apesar das divergências políticas entre Milei e Lula, a diplomacia do país não iria levar este tema para o plano institucional.

Entretanto, num outro momento, em uma declaração pública, Quirno afirmou que a região passa por uma transformação ideológica e que ele espera que isso aconteça no Brasil também.

A declaração foi uma referência ao processo eleitoral brasileiro. Atualmente, alguns países da América do Sul que eram comandados por presidentes de esquerda, a exemplo da própria Argentina, do Chile e da Colômbia, estão sob governos de presidentes que se identificam como de direita.

Em nota oficial, a chancelaria argentina disse lamentar a decisão do Brasil de rebaixar as relações diplomáticas entre os dois países, afirmando que essas relações “devem responder aos interesses de seus povos, e não ficar subordinadas às necessidades políticas ou pessoais do presidente de turno”.

Os presidentes Javier Milei e Lula

Numa entrevista ao jornal argentino “Clarín”, Mauro Vieira, por sua vez, disse que a Argentina “deve parar imediatamente com esse tipo de agressões e trabalhar a relação bilateral".

“Para o governo brasileiro, a relação entre os dois países é primordial, importantíssima e devemos saber se o atual governo argentino pensa do mesmo modo”, afirmou.

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