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Guarujá entrega sensores de glicose a 86 crianças e adolescentes com diabetes; veja como funciona

Guarujá distribui sensores de glicose para crianças e adolescentes com diabetes

G1 — Brasil · 2026-08-14T00:02:38.000Z

Guarujá distribui sensores de glicose para crianças e adolescentes com diabetes

A Prefeitura de Guarujá, no litoral de São Paulo, iniciou a entrega de sensores de monitoramento contínuo de glicose para 86 crianças e adolescentes com diabetes atendidos pela rede municipal de saúde. Dez pacientes receberam os equipamentos na quarta-feira (12), e os demais devem ser contemplados nos próximos dias.

Os pacientes têm entre 4 e 18 anos e são acompanhados pela Unidade de Saúde Docinhos, especializada no atendimento de crianças e adolescentes com diabetes e obesidade infantil.

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A iniciativa atende principalmente pacientes com diabetes tipo 1, condição em que o organismo produz pouca ou nenhuma insulina. O acompanhamento frequente da glicose é importante para controlar a doença e identificar alterações nos níveis de açúcar no sangue.

Até então, os pacientes utilizavam aparelhos que exigiam uma pequena perfuração na ponta do dedo para medir a glicemia. Segundo a prefeitura, algumas crianças chegavam a fazer cerca de 100 medições desse tipo por mês.

Com o sensor, o acompanhamento passa a ser contínuo. O equipamento permite que os responsáveis consultem os níveis de glicose pelo celular mesmo quando a criança está longe de casa, como durante o período escolar.

Teste da ponta do dedo, que mede a glicose no sangue.

Tesa Robbins para Pixabay

A equipe da Unidade de Saúde Docinhos também consegue acompanhar os dados à distância e identificar alterações que possam exigir intervenção.

Segundo Luciana Saião, chefe do Departamento de Atenção Especializada de Guarujá, o monitoramento remoto deve dar mais segurança às famílias, principalmente em situações de hipoglicemia, quando o nível de glicose fica baixo, ou hiperglicemia, quando fica elevado.

Ela afirmou que, antes da tecnologia, pais e responsáveis precisavam se deslocar até a escola, por exemplo, quando a criança passava mal ou apresentava alguma alteração.

Como funciona o sensor?

O sensor é instalado no braço da criança ou do adolescente e monitora a glicose continuamente ao longo do dia. As informações ficam disponíveis em um aplicativo de celular.

Com isso, o próprio paciente, os responsáveis e a equipe de saúde conseguem acompanhar as variações da glicose praticamente em tempo real.

"De casa a mãe monitora, ele vai para a escola e a mãe monitora, aqui a gente monitora. Teve alguma intercorrência, a gente já consegue intervir", afirmou Luciana Saião.

O sensor de diabetes fica preso ao braço da criança, e a leitura é realizada por meio de um aplicativo.

Segundo ela, além de evitar perfurações frequentes nos dedos, a tecnologia pode reduzir limitações impostas pela rotina de controle da doença.

"A criança vai voltar a ser criança, a brincar, sem se preocupar, a dormir", disse.

Mesmo com o sensor, a medição na ponta do dedo pode ser necessária em situações específicas, como quando os sintomas apresentados pelo paciente não correspondem à leitura indicada pelo equipamento.

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