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Pedro Emanuel fala em desilusão em Vasco x Olimpia, mas crê em vaga no Paraguai: "Ninguém ganha no intervalo"

Desilusão. Assim Pedro Emanuel classificou o empate do Vasco com o Olimpia, em São Januário, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. O time deu mais de 20 finalizações, mas saiu no 0 a 0, sem criar nenhuma vantagem para a volta, na…

ge — Futebol · 2026-08-14T00:31:19.000Z

Desilusão. Assim Pedro Emanuel classificou o empate do Vasco com o Olimpia, em São Januário, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. O time deu mais de 20 finalizações, mas saiu no 0 a 0, sem criar nenhuma vantagem para a volta, na próxima quinta-feira no Defensores del Chaco, em Assunção.

— O Olimpia não vai fazer um jogo em casa como fez hoje. Foram extremamente defensivos, os números são evidentes. Isso nos levou a um tipo de jogo não é comum no nosso campeonato, com 20 chutes, vários escanteios... Baita atitude da equipe, sabíamos que teríamos várias oportunidades porque o Olimpia geralmente se resguarda mais quando joga fora de casa, mas hoje foi muito mais. Criamos duas ou três boas oportunidades para pelo menos sair com um gol. Ficamos desiludidos porque queria essa vitória para a torcida. Fica o orgulho pelos jogadores que deram tudo, alguns não vêm sendo muito utilizados mas mesmo assim deram tudo de si. Independente da desilusão, acredito muito na qualidade do nosso trabalho. Quando fomos à Assunção, temos a capacidade de chegar lá e jogar olhos nos olhos. E aí vamos ver quem será o melhor.

Pedro Emanuel, Vasco x Olimpia

André Durão / ge

O Vasco foi soberano no jogo. Mesmo com algumas mudanças, como a saída de Jair, poupado, o goleiro Léo Jardim praticamente não foi exigido. O português valorizou a evolução defensiva.

— Defendo muito isso, que 50% do trabalho foi bem feito hoje (defensivamente). Os outros 50% foram só 30%, faltaram os últimos 20% que nos dariam o gol da vantagem. Não fiquei totalmente desapontado com o resultado, que está completamente aberto para os dois lados. O Olimpia também vai ter que fazer por isso. Em casa, o Olimpia é muito mais forte no sentido ofensivo. Isso também nos permite ter mais brechas para o que é o nosso jogo, que também cria dificuldades ao adversário. Acho que vai ser esse aspecto que vai definir. O jogo tem várias fases e momentos, hoje só teve um para nós. Isso tem que ser uma satisfação para nós. A ansiedade de querer fazer gols, e (ter) alguns jogadores que não têm jogado tanto quererem mostrar que podem ser importantes na equipe, também não ajuda. Jogamos em São Januário cheio, com a torcida puxando para nós.. Isso nos ajuda e nos empurra para a frente, e faz a gente ter essa desilusão no final, porque queríamos dar a vitória à nossa torcida. Não foi possível, mas estamos no intervalo do jogo. Ninguém ganha no intervalo. Vamos preparar bem o segundo jogo e, antes, recuperar bem porque no domingo temos um jogo importantíssimo para nós e para o Santos. Por isso mesmo, quem se apresentar e se recuperar melhor, naturalmente, vai ter mais possibilidades de fazer o resultado que pretende - analisou.

Esta quinta-feira marcou um mês de trabalho de Pedro Emanuel desde a chegada ao Vasco. O treinador avalia o trabalho muito em cima das nuances do calendário do futebol brasileiro.

— É um espaço muito curto ainda para fazermos uma avaliação tão profunda. Fui jogador, então sei o quanto custa quando jogamos de três em três (dias).. Temos sido muitas vezes castigados. A importância da recuperação é fundamental, e ela por vezes não é só física, mas mental. Esta última, para mim, é a mais importante, para que o jogador possa se sentir com frescor mental e dar no jogo o que pode. Essa questão do rodízio às vezes nem é um rodízio, mas é uma questão física. Um jogador que fizer três jogos seguidos nesse contexto... Não posso exigir dele no quinto jogo (consecutivo). Uma exceção que até podemos avaliar, tirando o Léo (Jardim), é o Robert Renan. Tem feito praticamente todos os jogos, cresceu muito. Tem estado muito consistente e hoje fez um jogo quase perfeito. Por isso mesmo, eu o mantenho. Neste jogo, chegou a vez do Cuesta (descansar), já estava em quase desgaste máximo. Nós não queremos que isso aconteça. Queremos sim que eles tenham algum desgaste, porque nossa forma de jogar é muito intensa. Sei que não posso mudar de um momento para outro a nossa forma de treinar e jogar. Precisa ser gradual, isso leva seu tempo. A avaliação que acho importante até agora é que houve poucas lesões, tirando as traumáticas, como o Brenner e o Andrés (Gómez), que são questões que não podemos prever. Agora, devemos ter controle sobre todo o resto, ou pelo menos avaliarmos bem essa questão. É isso que peço à minha comissão, a todos os departamentos do clube. Estamos pensando todos da mesma forma. Todos têm sua avaliação e opinião, e eu as respeito. No fim, decidimos - afirmou.

Mais declarações de Pedro Emanuel

— O Marino foi uma contratação importante do clube este ano. Mas a realidade do Brasil é muito diferente de onde ele vinha. Precisa de acreditar novamente nele próprio. Precisa de dar à equipe aquilo que ela precisa para poder ter mais oportunidades. É tão simples quanto isso. Futebol é muito simples às vezes é que nós é que queremos complicar. Tem que correr mais que os outros, tem que trabalhar mais que os outros, tem que jogar mais que os outros para mostrar que é melhor que os outros. Tão simples quanto isso. Quando isso acontecer provavelmente vai jogar mais vezes. Enquanto isso não acontecer tem que ser ele próprio, com a nossa ajuda, a ir buscar esse caminho. É tão simples quanto isso. Não vale a pena complicarmos mais.

Montagem do meio-campo

— O que vocês consideram rodízio eu chamo de equipe mais apta para iniciar cada jogo. Tivemos 28 dias de vários jogos, os jogadores não são super-homens. O Jair veio de uma lesão séria, precisa de uma gestão para recuperar sua forma. O meio-campo é o coração da equipe e precisa ter qualidade. Para isso, tem que ter qualidade e pernas frescas. O Rojas está tentando recuperar espaço e ele deu tudo hoje. O Zuccarello ia entrar no lugar dele no fim do jogo, mas ele teve que continuar. Barros não deixou que o adversário criasse situações de 2 contra 1 com os zagueiros. Por isso, perdemos um pouco o equilíbrio, foi responsabilidade minha. A dinâmica do meio-campo tem a ver com as características dos jogadores. Os três volantes para mim são um volante e dois meias. O Thiago é quase um camisa 10, chega muito na área. A ideia do meio-campo é dinâmica e dar segurança ao resto da equipe.

Colidio jogará de 9?

— Sabemos a qualidade que tem quem cá está e sabemos a qualidade de quem chega. E a principal, minha principal função é pôr isso ao serviço da equipe. Vamos tentar perceber aonde é que o Facundo pode render mais na equipe, porque o DVD, mesmo não sendo um atacante, é alguém que tem desempenhado essa função. Ainda no último jogo com o Bahia, por milímetros ou por centímetros, não tivemos golos e situações de gols criados e com envolvência dele, para nos permitir ganhar o jogo. Hoje novamente, mas num contexto muito diferente, com uma defesa, um bloco defensivo mais baixo, onde é necessário outro tipo de virtudes que o Facundo hoje nos poderia ter dado pela diversidade que dá ao nosso ataque. É nesse contexto que nós trouxemos o Facundo. Se vai jogar mais vezes de atacante ou ponta isso só com a integração na equipe é que podemos decidir. Agora o que eu acho é que, como vocês costumam dizer aqui, com o Facundo e infelizmente sem o Brenner, neste momento, por algum tempo, queríamos que o caldo começasse a engrossar. E neste momento acho que nos daria mais opções. Tendo o Brenner também na equipe, daríamos mais competitividade interna, que isso também é muito importante para elevar o nosso nível de futebolista, de qualidade, de jogo. E mais alternativas naquilo que é a forma como nós queremos atacar.

— Como ainda hoje percebemos, mais para o final, deixei lá o DVD, que eu sabia que estava desgastado, mas que era importante encostar-se mais próximo do Spinelli, para podermos ter mais presença na área. Já que o adversário não saiu da área, era preciso arranjarmos espaços dentro da área, momentos para podermos atacar a baliza, momentos para podermos ter bola entre linhas e dar alguma frescura. Por isso é que reacomodemos ali um bocadinho o Rojas para pegar no nosso jogo e fazer fluir um bocadinho mais. Demos um bocadinho mais de liberdade também aos laterais, para poderem afundar mais a linha defensiva. E depois faltou esse momento, onde podia ser decisivo, que é aquele toque, aquela última assistência, aquela ansiedade de querermos fazer golo, que nos foi tirando um bocadinho a clarividência da forma como decidimos algumas situações. Mas não fiquei minimamente desiludido com aquilo que foi a prestação dos jogadores. Às vezes tomamos decisões em termos de substituições que no final questionámos, mas hoje não. Mesmo o próprio Zucarello entrou, faltando pouco tempo, mas quis pegar no jogo, quis jogar ali, quis flutuar, quis jogar naquilo que ele de fato podia acrescentar à equipe. É um menino que precisa de crescer e são nestes momentos que ele pode também crescer e perceber o que é o futebol profissional e aquilo que ele vai encontrar num futuro próximo.

Cuesta e Andrés Gómez voltam contra o Santos?

— Eu espero que sim. Agora, como é lógico, tenho uma função importante no clube, mas não integro o departamento médico. Portanto, isso tem que vir do nosso departamento médico, em quem eu confio e estamos em total sintonia. E por isso mesmo, mediante a nossa avaliação, junto com os jogadores, vamos tomar uma decisão final. Eu espero que sim, naturalmente, que a nossa equipe fica com muito mais diversidade naquilo que é a capacidade que temos de atacar um jogo importante para nós. Mas só iremos fazer na véspera do jogo. Neste momento, sinceramente e honestamente, não lhe consigo dizer nada concreto. Se eu gostava, sim. Se vai acontecer, não sei.

Sequência de jogos

— Vou responder com muita sinceridade. Essa sequência de jogos acontece porque estamos em várias competições, e isso exige de um clube como o Vasco. Temos que estar presentes. E eu já falei com os jogadores no vestiário: chegando em oitavas e quartas de final, se passarmos as oitavas, é o momento que pode definir se vamos conquistar um título ou não. Até agora estivemos preparando um sonho. Agora esse sonho pode virar realidade. Clubes como o Vasco vivem de ambição e determinação, e é isso que temos nesse momento. É desgastante, eu gostaria de ter mais tempo, mas as regras são essas e eu não vou abrir mão de nada. Sabemos que a situação mais delicada é no Campeonato Brasileiro. Vamos trabalhar isso. No último jogo faltou um pouco do que vocês chamam de sorte. Mas sorte é trabalho. Lá em Portugal a gente diz isso. Com um pouco mais de eficácia, com 4 ou 5 centímetros a mais ou a menos no impedimento, teríamos mais pontos hoje. Mas temos que encarar a realidade: temos pouco tempo para preparar um jogo muito importante, um jogo que pode ser a virada para voltarmos a ganhar um campeonato.

Precisa contratar um homem-gol?

— Eu já respondi há pouco com a minha opinião, e acho que todos no clube concordamos: o caldo precisava engrossar. E isso não quer dizer que quem estava aqui não tinha qualidade. Felizmente, quem está aqui está voltando a demonstrar a qualidade que tem. Isso é muito bom para a equipe e para alcançar resultados. Mas eles também precisam de ajuda. Quando falo em ajuda, falo de jogadores com características diferentes que podem complementar a equipe. É assim que estamos pensando. Não significa que quem chegar é melhor. Agora, quem chega nessa fase do campeonato tem muito mais chances de jogar logo do que quem chega no início da temporada, porque no início temos tempo para trabalhar. Agora não, agora temos tempo só para jogar. Se você reparar, o Facundo, o Sosa e o Santiago estão preparados porque vêm jogando sempre. Por isso essa adaptação é menor e já podemos olhar para eles como opção para os próximos jogos. Quando vão jogar? Vai depender da necessidade da equipe e do que planejarmos para cada adversário. E já começa no próximo domingo, contra o Santos.

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