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Coluna de fumaça sobe sobre Kiev, capital da Ucrânia, após ataque aéreo russo em 5 de agosto de 2026.
G1 — Mundo · 2026-08-14T12:04:55.000Z
Coluna de fumaça sobe sobre Kiev, capital da Ucrânia, após ataque aéreo russo em 5 de agosto de 2026.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que um cessar-fogo imediato na Ucrânia não é possível, em declarações transmitidas nesta sexta-feira (14).
Segundo ele, um cessar-fogo só deveria ser declarado quando houver um acordo de longo prazo para encerrar o conflito.
Lavrov também diz que Rússia pediu posicionamento dos EUA e afirmou ainda que a Rússia pediu ao Departamento de Estado dos Estados Unidos que se manifeste sobre as alegações de envolvimento americano em ataques ucranianos dentro do território russo.
A Rússia acredita que os Estados Unidos estão envolvidos nos ataques ucranianos contra o país e levou a questão a Washington, afirmou o ministro.
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LEIA TAMBSegundo Lavrov, o suposto apoio dos EUA inclui o fornecimento de informações de inteligência.
"Apresentamos uma série de perguntas ao Departamento de Estado pedindo esclarecimentos, inclusive sobre os dados de inteligência e sobre o fato de que os Estados Unidos estão muito mais profundamente envolvidos na organização e execução de ataques em áreas do território russo muito distantes da fronteira, contra alvos civis. Aguardamos uma resposta", disse Lavrov à televisão estatal.
Até a última atualização, os Estados Unidos não haviam se manifestado sobre as declarações.
Negociações de paz
Não há negociações de paz sobre a Ucrânia desde fevereiro, quando os Estados Unidos entraram em guerra com o Irã e interromperam os esforços para mediar as negociações entre Moscou e Kiev.
Lavrov afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, disse ao presidente americano, Donald Trump, durante uma cúpula realizada há um ano, que Moscou estava disposta a apoiar propostas de paz dos EUA.
Segundo Lavrov, Putin teria dito:
"Donald, você nos enviou propostas e eu pensei sobre elas. Há questões que exigem compromisso. Mas aceito suas propostas na forma como você as enviou."
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, negou que algum acordo tenha sido alcançado durante a cúpula. Segundo ele, se isso tivesse acontecido, a guerra já teria terminado.
Lavrov afirmou ainda que Putin estaria disposto a receber novamente os enviados de Trump para tratar da guerra na Ucrânia, caso eles voltem à Rússia.
"A questão é o que eles trarão consigo", disse.
Rússia promete intensificar ataques
Lavrov também afirmou que Moscou vai intensificar os esforços para destruir os suprimentos ocidentais destinados às Forças Armadas da Ucrânia.
"Vamos tornar nossos métodos muito mais rigorosos para desmantelar tudo o que alimenta a máquina de guerra de Kiev a partir do Ocidente. E já estamos fazendo isso", afirmou.
No quinto ano da guerra, a Ucrânia continua recebendo equipamentos militares de seus aliados ocidentais. O país, porém, enfrenta escassez crônica em algumas áreas, principalmente de interceptadores usados para se defender de mísseis russos.