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Carga de madeira apreendida em MS é liberada após quase dois meses de testes para detectar cocaína

Polícia boliviana contesta existência de droga em carregamento

G1 — Brasil · 2026-08-14T12:55:13.000Z

Polícia boliviana contesta existência de droga em carregamento

A carga de cerca de 260 toneladas de madeira apreendida em junho na região de fronteira entre Brasil e Bolívia foi liberada após quase dois meses retida para a realização de exames que buscavam identificar a presença de cocaína.

A informação foi confirmada pela Receita Federal nesta sexta-feira (14). A carga estava apreendida desde o dia 21 de junho, quando oito caminhões foram interceptados durante a Operação Timber Shield. Quatro veículos foram parados em Corumbá (MS) e outros quatro em Cáceres (MT).

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Segundo a Polícia Federal, foram realizados diferentes tipos de testes nas amostras da madeira, inclusive análises com a participação de especialistas de outras localidades. Os últimos exames foram feitos no Instituto Nacional de Criminalística (INC), em Brasília.

Os resultados dos exames não identificaram cocaína na madeira. A ausência da droga já havia sido apontada em análises anteriores e foi reforçada pelo novo laudo produzido pelo INC.

Testes foram feitos após suspeita de cocaína

Foram 260 cargas de madeiras apreendidas, em MS e MT

Laudo da PF/Reprodução

No início da operação, exames preliminares indicaram a possível presença de cocaína líquida impregnada na madeira. A suspeita fez com que a carga fosse mantida retida enquanto novas análises eram realizadas.

A apreensão chegou a ser anunciada como uma das maiores já registradas no país envolvendo cocaína escondida em madeira. Posteriormente, porém, a hipótese passou a ser questionada, inclusive por autoridades da Bolívia.

A Polícia Federal informou que os investigadores fizeram diferentes tipos de testes para verificar se havia droga na carga. Amostras de serragem foram retiradas das toras e submetidas às análises.

Nenhum dos exames confirmou a presença de cocaína ou de outra substância entorpecente proibida.

Madeira ficou retida em pátio de Corumbá

Partes das madeiras recolhidas para teste.

Laudo da PF/Reprodução

Em Corumbá, os caminhões permaneceram armazenados no pátio da Agesa, porto seco e terminal logístico localizado na fronteira entre Brasil e Bolívia, enquanto os exames eram realizados.

A carga tinha como destino Mato Grosso do Sul e Paraná. Parte dos caminhões seguiria para Campo Grande antes da distribuição da madeira.

A operação foi realizada pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e órgãos de inteligência dos Estados Unidos e da Bolívia.

Com a conclusão das análises e a confirmação de que não havia cocaína na carga, os veículos e a madeira foram liberados.

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