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Ministro diz que medida de reciprocidade contra os EUA 'não é ofensa'

O ministro da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta sexta-feira (14) que a medida de reciprocidade contra os Estados Unidos "não é ofensa'.

G1 — Brasil · 2026-08-14T12:42:50.000Z

O ministro da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta sexta-feira (14) que a medida de reciprocidade contra os Estados Unidos "não é ofensa'.

Nesta quinta (13), o governo brasileiro anunciou que deu início ao processo para aplicar medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos por conta das tarifas impostas pelo governo norte-americano a produtos brasileiros.

Segundo Márcio Elias Rosa, o processo previsto na legislação brasileira é uma tentativa de "reequilibrar a balança".

Brasil dá início ao processo de reciprocidade contra EUA

"A reciprocidade não é retaliação. A reciprocidade não é uma ofensa, uma agressão", afirmou o ministro.

Segundo ele, o objetivo é "reequilibrar uma balança" que teria sido afetada por uma medida unilateral considerada injusta pelo governo brasileiro, sem desrespeitar regras internacionais de comércio.

De acordo com o ministro, o governo ainda está nas etapas iniciais do procedimento. Ele explicou que, após uma fase interna de preparação, o Ministério das Relações Exteriores notificou oficialmente a representação diplomática dos Estados Unidos para dar início ao processo de consultas previsto nas regras brasileiras.

Rosa disse que a expectativa do governo é que as divergências sejam resolvidas por meio do diálogo e manifestou esperança de que as medidas anunciadas pelos Estados Unidos contra o Brasil sejam revistas.

Na avaliação dele, as decisões adotadas pelo país norte-americano foram "indevidas" e "injustas" em relação ao Brasil, reforçando o entendimento do governo e da diplomacia.

O ministro também afirmou que o governo pretende recorrer aos mecanismos internacionais disponíveis para contestar as medidas adotadas pelos Estados Unidos.

Segundo ele, o Brasil não pode abrir mão dos instrumentos previstos para a defesa de seus interesses comerciais.

"O que o governo não pode fazer, nem fará, é renunciar a nenhum instrumento de defesa dos interesses do Brasil", declarou.

Como exemplo, ele citou a possibilidade de levar o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC), apesar das limitações atuais do sistema de solução de controvérsias da entidade.

Na avaliação de Rosa, mesmo diante das dificuldades enfrentadas pela OMC nos últimos anos, o Brasil deve manter a aposta no multilateralismo.

"A ida à OMC é um exemplo disso, ainda que ela não tenha a eficácia que infelizmente tinha há um tempo atrás. Não podemos deixar de aplicar o multilateralismo", afirmou.

Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC

Júlio César Silva/MDIC

- Esta reportagem está em atualização

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