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Acusado de matar CEO, Luigi Mangione se declara culpado em audiência em Nova York

Polícia divulga vídeo do momento da prisão de Luigi Mangione em lanchonete na Pensilvânia

G1 — Brasil · 2026-08-14T15:18:58.000Z

Polícia divulga vídeo do momento da prisão de Luigi Mangione em lanchonete na Pensilvânia

Luigi Mangione, acusado de matar o CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, disse nesta sexta-feira (14) que vai se declarar culpado

deve se declarar culpado nesta sexta-feira (14) no processo federal que responde nos Estados Unidos, segundo a imprensa americana.

A informação foi divulgada pelo jornal "The New York Times" e pela agência de notícias Associated Press, que citaram fontes próximas ao caso.

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Mangione é acusado de perseguir e matar Thompson, de 50 anos, em 4 de dezembro de 2024, em frente a um hotel de Manhattan. O executivo caminhava para participar de uma conferência anual de investidores do UnitedHealth Group quando foi baleado.

O acusado deve comparecer a uma audiência marcada de última hora em um tribunal federal de Manhattan. O processo envolve duas acusações de perseguição, mas ainda não está claro por quais crimes Mangione pretende se declarar culpado.

As negociações entre a defesa e os promotores continuam, e ele ainda pode mudar de ideia, segundo as reportagens. A possível confissão pode afetar o processo que Mangione responde na Justiça estadual de Nova York.

A estratégia da defesa está relacionada às regras de dupla persecução de Nova York.

Se o processo federal terminar com uma declaração de culpa, os advogados de Mangione podem pedir que as acusações estaduais sejam retiradas, sob o argumento de que ele não pode ser processado duas vezes pelos mesmos fatos.

Os promotores estaduais, porém, afirmam que os crimes federais e estaduais são juridicamente diferentes e devem continuar separados.

Luigi Mangione durante audiência judicial em Nova York, em 21 de fevereiro de 2025

Curtis Means/Pool via REUTERS

Mangione já havia se declarado inocente das acusações federais e estaduais. Em janeiro, a juíza federal Margaret Garnett retirou a possibilidade de pena de morte ao rejeitar as acusações federais de homicídio e crimes relacionados a armas por questões jurídicas.

Ele ainda pode ser condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional pelas acusações de perseguição restantes.

Já na esfera estadual, ele enfrenta acusações de homicídio, crimes relacionados a armas e falsificação. O julgamento está marcado para começar em 8 de setembro.

O caso ganhou enorme repercussão nos Estados Unidos. Imagens do assassinato e a perseguição que terminou com a prisão de Mangione, cinco dias depois, transformaram o episódio em um fenômeno nas redes sociais.

Ele também passou a ser defendido publicamente por pessoas críticas ao sistema de seguros de saúde, e uma campanha online para financiar a defesa dele arrecadou mais de US$ 1,5 milhão (R$ 7,8 milhões).

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