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Presidente Donald Trump antes de embarcar no Air Force One em 14 de agosto de 2026.
G1 — Mundo · 2026-08-14T19:12:12.000Z
Presidente Donald Trump antes de embarcar no Air Force One em 14 de agosto de 2026.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou nesta sexta-feira (14) os relatos sobre as condições enfrentadas por militares americanos a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, no Oriente Médio. A embarcação está há mais de 260 dias em missão, um recorde de tempo ininterrupto no mar.
Relatos de marinheiros publicados na imprensa americana relatam uma crise de saúde mental à bordo, com casos de marinheiros que tentaram se jogar no mar. As reportagens citam ainda problemas de abastecimento e relatos de familiares dos militares, preocupados com a duração da missão.
Questionado por jornalistas, Trump rejeitou as alegações e afirmou que mais de 260 dias de operação "não são nem de longe suficientes".
"Esse navio está se deslocando neste momento, ou vai se deslocar muito em breve, e será substituído por outro navio muito parecido”, afirmou Trump.
Esta reportagem está em atualização.
Democratas cobram explicações
O porta-aviões participa das operações dos Estados Unidos na guerra contra o Irã. Parlamentares democratas, entre eles os senadores Richard Blumenthal, de Connecticut, e Ruben Gallego, do Arizona, cobram explicações do Pentágono sobre as condições a bordo.
Na quinta-feira (13), o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que os relatos sobre a situação no porta-aviões foram “completamente distorcidos”.
O deputado democrata Jason Crow, do Colorado, que cumpriu três missões no Iraque e no Afeganistão antes de ser eleito para o Congresso, criticou as declarações de Trump.
“O presidente Trump não se importa com nossos militares nem com as famílias deles”, escreveu Crow na rede social X.
As missões prolongadas de porta-aviões durante o conflito com o Irã têm provocado preocupação sobre os efeitos entre militares que passam longos períodos longe de casa. Também há dúvidas sobre o desgaste causado aos navios e equipamentos.
Embora as hostilidades entre Estados Unidos e Irã tenham diminuído nas últimas semanas, a Marinha americana voltou a impor um bloqueio aos portos iranianos no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo.
O governo Trump ainda não deixou claro como pretende encerrar a guerra. Hegseth afirmou que as Forças Armadas dos Estados Unidos podem manter o bloqueio dos portos iranianos “por tempo indeterminado”.
Outro porta-aviões, o USS George Washington, deixou na semana passada o porto de Da Nang, no Vietnã, e deve substituir o USS Abraham Lincoln. O Lincoln é um dos dois porta-aviões americanos atualmente mobilizados no Oriente Médio.
Após relatos de que tripulantes do Lincoln enfrentavam problemas de saúde mental, a Marinha afirmou que “não observou aumento de pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio a bordo”.
Autoridades, no entanto, não divulgaram dados, sob a justificativa de preservar a segurança das operações e a privacidade dos pacientes.
Uma autoridade da Marinha afirmou que um tripulante do Lincoln caiu no mar no início de agosto. Segundo a autoridade, a pessoa foi rapidamente resgatada, recebeu atendimento da equipe médica do navio e depois foi transferida para continuar o tratamento fora da embarcação.
A autoridade não informou se o episódio é investigado como uma tentativa de suicídio.
O Comando Central dos Estados Unidos, responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio, também contestou os relatos sobre condições precárias a bordo.