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O Startup Summit 2026, que será realizado entre os dias 26 e 28 de agosto, no CentroSul, em Florianópolis, terá uma área dedicada à internacionalização de startups brasileiras. Ao todo, delegações e investidores de cerca de 30 países…
G1 — Brasil · 2026-08-14T19:14:09.000Z
O Startup Summit 2026, que será realizado entre os dias 26 e 28 de agosto, no CentroSul, em Florianópolis, terá uma área dedicada à internacionalização de startups brasileiras. Ao todo, delegações e investidores de cerca de 30 países participam do Startup Summit Global, em uma programação voltada à aproximação entre empreendedores, empresas e representantes de outros mercados.
Promovido pelo Sebrae Startups, em parceria com a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), o Startup Summit deve reunir mais de 10 mil participantes, 200 palestrantes, investidores nacionais e internacionais, grandes empresas e representantes do setor público. A programação terá ainda rodadas de negócios, mentorias, conteúdos sobre inovação e uma feira com centenas de startups.
Além das oportunidades de negócios para as empresas participantes, o Startup Summit deve gerar impacto econômico direto de R$ 20,2 milhões em Florianópolis. A estimativa considera gastos com hospedagem, alimentação, transporte e consumo local durante a semana do evento.
Conexões que podem gerar negócios
Além do impacto econômico em consumo durante a realização do Startup Summit, o Sebrae projeta que o evento deve movimentar a geração de negócios. Na edição de 2025, foram registrados R$ 353,7 milhões em intenções de investimento associadas ao evento e mais de 1.100 encontros entre empresas, fundos, corporações e potenciais parceiros. Para 2026, a programação prevê a participação de 250 fundos de investimento, 200 palestrantes nacionais e internacionais e 1.000 startups expositoras.
É justamente para atender esse cenário que acontece o Startup Summit Global. A proposta é aproximar negócios brasileiros de investidores e representantes de ecossistemas de inovação de outros países, e assim, criar oportunidades que possam continuar depois dos três dias de evento.
Um dos exemplos que mostram a força deste tipo de conexão vem da Carbon Smart, de Chapecó (SC). A empresa desenvolveu uma plataforma voltada à comercialização de créditos de carbono e oferece soluções para empresas que consomem, vendem, operam ou investem em energia limpa. Antes de buscar novos mercados, participou do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), realizado pelo Sebrae em parceria com a ApexBrasil.
Na sequência, a startup participou de uma missão empresarial para a Hannover Messe, na Alemanha. Para Gabriel Bugança, da Carbon Smart, a experiência ajudou a empresa a compreender exigências de mercados internacionais e a comparar a solução desenvolvida em Chapecó com tecnologias de outros países.
"O PEIEX permitiu estruturar processos internos com padrão internacional, revisando governança, precificação e posicionamento competitivo antes de cruzar fronteiras" afirma.
Na missão à Alemanha, a Carbon Smart teve contato com empresas e soluções internacionais de energia e sustentabilidade. Um dos aprendizados foi a importância da rastreabilidade e do rigor técnico para acessar mercados como o europeu e o norte-americano. Segundo Bugança, o Brasil tem potencial para ocupar espaço nesse mercado por causa da capacidade de geração de energia limpa e da disponibilidade de ativos ambientais.
A expansão da Carbon Smart ocorreu de forma orgânica, com reinvestimento da receita gerada pela própria operação. Para a empresa, um dos desafios de crescer a partir de Chapecó é ampliar o acesso a redes globais de investidores, parceiros e clientes.
O Startup Summit 2026, que será realizado entre os dias 26 e 28 de agosto, no CentroSul
Startup de SC antecipou plano de expansão internacional
Outra empresa catarinense que teve a estratégia internacional acelerada a partir das conexões do ecossistema do Sebrae é a ads2in. Fundada oficialmente em julho de 2024, a empresa desenvolveu uma plataforma voltada à geração de demanda para negócios B2B, através de anúncios, produção de conteúdo, social selling, dados do LinkedIn e inteligência artificial.
A aproximação com o mercado internacional ganhou força durante a participação no Startup SC e em uma missão para o Web Summit Lisboa, em Portugal. Foi no evento que a empresa começou a testar a possibilidade de levar o produto para outros países. Segundo Camila Hort, sócia da ads2in, a experiência permitiu conversar com empreendedores de diferentes mercados e avaliar a aceitação da solução fora do Brasil.
"Com o Sebrae, a gente foi para o Web Summit Lisboa, que foi onde começamos (a gente começou) a entender o mercado internacional" conta.
A experiência fez a empresa antecipar, de 2030 para 2026, a meta de internacionalização. Neste ano, a ads2in também passou a integrar uma operação com atuação internacional, com possibilidade de atender clientes em português, inglês e espanhol. O próximo passo será retornar ao Web Summit Lisboa com o produto já validado para comercialização internacional.
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