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Justiça prorroga por mais 30 dias prisão de advogado suspeito de matar a companheira em Santarém

Wlandre Gomes Leal está preso em Belém desde 24 de julho

G1 — Brasil · 2026-08-15T14:13:12.000Z

Wlandre Gomes Leal está preso em Belém desde 24 de julho

A Justiça prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária do advogado Wlandre Gomes Leal, suspeito de matar a companheira, Tainá Yarina dos Santos Cardoso, de 29 anos, em Santarém, no oeste do Pará. A decisão é do juiz Sidney Pomar Falcão, da Vara de Violência Doméstica e Familiar de Santarém.

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O magistrado atendeu a um pedido da Polícia Civil para dar mais tempo aos trabalhos de investigação. Na mesma decisão, o juiz cobrou da Polícia Científica o envio rápido dos laudos periciais para ajudar a concluir o inquérito policial.

Wlandre está preso em Belém desde o dia 24 de julho. Por ser advogado, ele tem direito profissional de ficar custodiado em uma sala de Estado-Maior (um alojamento especial em unidade militar, sem grades), em vez de uma cela comum.

A defesa de Wlandre informou que só vai se manifestar sobre o caso depois que as investigações forem concluídas.

Suspeita de feminicídio e versão questionada

O advogado foi preso em flagrante na noite de 19 de julho, no apartamento onde morava com a companheira, em um condomínio no bairro Aparecida. Tainá foi achada morta com um golpe de faca no peito.

No início, Wlandre disse à polícia que a mulher tinha se matado depois de uma briga do casal. No entanto, a equipe do delegado Kleidson Castro encontrou indícios no local que desmentem a versão de suicídio:

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Demora no socorro: Houve um intervalo considerado longo entre o momento da morte e o acionamento do socorro médico;

Cena do crime: O estado de secagem do sangue espalhado pelo apartamento não batia com o tempo de morte alegado pelo suspeito;

O ferimento: A posição e a gravidade do corte no peito da vítima levantaram suspeitas de assassinato.

Diante das contradições e das provas físicas colhidas pela perícia, o flagrante foi convertido em prisão temporária por feminicídio. A polícia também investiga relatos de agressões anteriores sofridas por Tainá.

Suspensão na OAB

Logo depois do crime, no dia 20 de julho, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspendeu temporariamente o direito de Wlandre exercer a advocacia. A punição preventiva tem validade inicial de 30 dias.

O suspeito continua negando o crime e afirma que a companheira tirou a própria vida. Os novos laudos solicitados pela Justiça devem esclarecer a dinâmica da morte de Tainá nas próximas semanas.

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