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Homem condenado por assassinar e estuprar adolescente de 14 anos é morto após deixar presídio no AC

Grupo armado invade casa e mata homem recém-saído do presídio no interior do Acre

G1 — Brasil · 2026-08-15T17:06:49.000Z

Grupo armado invade casa e mata homem recém-saído do presídio no interior do Acre

José Martandes da Silva Marinho, de 31 anos, foi mortos a tiros e golpes de faca ao ter a casa invadida por um grupo de seis pessoas nessa sexta-feira (14), em Tarauacá, no interior do Acre. José foi condenado a mais de 24 anos por assassinar e estuprar a adolescente Tainá de Oliveira Silva, em setembro de 2018, na mesma cidade.

Os dois tinham um relacionamento na época. Ela foi atraída pelo namorado até uma casa e morta. Willas França Farrapo também foi julgado pelo crime na época, mas acabou absolvido das acusações.

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Um vídeo gravado por moradores mostra a movimentação na rua onde José estava morando. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado, mas o homem já estava morto. (Veja vídeo acima).

Testemunhas relataram à Polícia Millitar (PM-AC) que José deixou o presídio há menos de 15 dias após cumprir aproximadamente oito anos da pena. No momento do crime, ele estava sozinho na casa, enquanto a mãe e o padrasto tinham saído para trabalhar.

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Ainda conforme a informações repassadas pela PM-AC, a porta da frente da casa foi arrombada pelos criminosos. O padrasto de José o encontrou caído próximo à cama com vários ferimentos quando voltava do trabalho.

De acordo com o delegado José Ronério, a Polícia Civil já iniciou as investigações, s equipes estiveram no local para levantar informações e reunir elementos que possam ajudar na identificação dos envolvidos no crime.

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Segundo ele, a possível relação entre a execução e o crime pelo qual José havia sido condenado é uma das linhas consideradas pela investigação, mas ressaltou que ainda é cedo para apontar uma motivação.

“É prematuro falar, mas é uma linha de investigação. Não tem como não levar em consideração isso. É o principal ponto”, afirmou o delegado.

A polícia ainda busca esclarecer quem participou da execução, como o grupo chegou à residência e qual foi a motivação do crime. O caso permanece sob investigação.

O corpo de Tainá de Oliveira foi encontrado abandonado em um matagal no dia 3 de setembro de 2018. Na época, a Polícia Civil informou que a menor foi morta estrangulada e estuprada por José Martantes e um comparsa.

A dupla foi presa e confessou que esteve com a adolescente no dia em que ela sumiu, porém, negou o abuso.

Ainda segundo as investigações, Tainá se relacionava com José. No dia do crime, ela recebeu uma ligação do namorado, pegou emprestada a bicicleta de um vizinho e saiu para encontrá-lo. O acusado a teria levado para a casa do comparsa e os dois a mataram.

A Justiça afirmou também que o relato de uma das testemunhas confirmou que os dois suspeitos discutiram na prisão sobre o crime. Um dos homens acusava o outro de ter matado a menor.

Em março de 2023, apenas José Martandes foi condenado a 24 anos de reclusão em regime fechado em sentença proferida no júri popular.

O júri, conduzido pelo juiz Guilherme Fraga, durou três dias e, conforme o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), 16 pessoas, entre testemunhas de defesa e acusação, foram ouvidas na Vara Criminal da Comarca de Tarauacá.

O que é feminicídio?

A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para denunciar casos de violência contra a mulher:

Veja outras formas de denunciar:

Polícia Militar - 190: quando a mulher está correndo risco imediato;

Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes;

Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;

Qualquer delegacia de polícia;

Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel.

Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa;

Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;

WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008;

Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

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