ITATIBA1

Operação em ferros-velhos no litoral de SP mira receptação e flagra furtos de energia e água

Força-tarefa fiscaliza ferros-velhos contra irregularidades em Guarujá

G1 — Brasil · 2026-08-15T19:00:08.000Z

Força-tarefa fiscaliza ferros-velhos contra irregularidades em Guarujá

Uma operação de fiscalização que buscava materiais de receptação em ferros-velhos de Guarujá, no litoral de São Paulo, autuou três estabelecimentos por outros crimes: furto de energia elétrica e ligação irregular de água.

A ação ocorreu na sexta-feira (14) nos bairros Jardim Boa Esperança, Jardim Santense e na comunidade do Chaparral.

✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp.

De acordo com a prefeitura, os agentes não encontraram itens furtados nos locais. No entanto, as equipes identificaram o furto de energia elétrica em um dos comércios e a ligação irregular de água em outro.

Os responsáveis pelos estabelecimentos irregulares foram levados para a delegacia e ficaram à disposição da polícia.

Durante a fiscalização, um terceiro ferro-velho também foi notificado por estar com o alvará de funcionamento vencido. A operação conjunta reuniu a Guarda Municipal, as polícias Militar e Civil, a fiscalização municipal e equipes das concessionárias de serviços públicos.

O impacto do furto de energia

Operação em ferros-velhos no litoral de SP mira receptação e flagra furtos de energia e água

De acordo com a Associação das Distribuidoras de Energia, só em 2024 foram desviados mais de 22,5 bilhões de kWh no país. O volume é quase o dobro de toda a produção de Belo Monte, a segunda maior usina hidrelétrica do Brasil, e seria suficiente para abastecer toda a Região Sudeste por um mês.

O furto de energia não traz problemas apenas para as distribuidoras, mas principalmente para os consumidores. As ligações clandestinas sobrecarregam o sistema, provocam incêndios e causam quedas de fornecimento nos períodos de maior consumo.

O furto de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal. A pena para o responsável pela irregularidade — seja por fraude, furto ou adulteração de medidor — pode chegar a oito anos de reclusão. A prática pode ser denunciada de forma anônima e segura.

VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

Leia no Itatiba1 →