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Bebê de oito meses é salva após engasgar com tampa de pomada em
G1 — Brasil · 2026-08-16T09:00:31.000Z
Bebê de oito meses é salva após engasgar com tampa de pomada em
“Praticamente vi minha filha morrer e renascer”. É assim que Gisele Borges de Sousa, mãe de Helena, de 8 meses, descreveu os momentos de desespero que viveu na manhã de quinta-feira (13), em Pará de Minas, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Veja no vídeo acima o momento em que a mãe chega à Unidade Básica de Saúde (UBS) com a filha.
A bebê se engasgou com a tampa de uma pomada para assaduras enquanto Gisele trocava a fralda dela, em casa, no bairro Walter Resende. Segundo a mãe, em poucos segundos, Helena ficou sem respirar e começou a mudar de cor.
“Na hora que eu olhei, em um segundo, ela já estava engasgando, com as mãozinhas balançando. Eu vi que estava grave. O nariz, a boquinha, abaixo dos olhinhos, ficou tudo roxo, escurecido. Não tinha respiração nenhuma”, disse.
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Gisele estava sozinha com a filha. Ela tentou fazer manobras para desobstruir as vias aéreas, mas percebeu que não conseguia retirar o objeto que havia provocado o engasgo.
Foi então que, ainda de pijama e descalça, saiu correndo pela rua com a filha nos braços e gritando por ajuda.
Motociclista apareceu no momento de desespero
Em meio à agonia, um motociclista que passava pela rua percebeu a situação e parou para ajudar. Segundo Gisele, ela nunca havia visto o homem antes e não o encontrou novamente depois daquele dia.
“Passou um rapaz de moto e perguntou se ela estava engasgando. Ele tentou manobras e também viu que a situação era grave, foi aí que eu pedi para me levar na UBS. Montei na moto com ela, sem capacete mesmo”, relatou.
O homem levou as duas rapidamente até a UBS Walter Martins. Para Gisele, a ajuda dele naquele momento foi decisiva.
“Muitos anjos apareceram, a começar pelo motociclista. Se não fosse por ele, não daria tempo. Tinha que ser algo muito imediato e ele foi voando”, disse.
Seis profissionais atuaram no salvamento
Assim que chegaram à UBS Walter Martins, Helena foi entregue à equipe de enfermagem. Seis profissionais participaram do atendimento e iniciaram imediatamente as manobras para retirar o objeto que bloqueava a respiração da bebê.
“Cheguei correndo e entreguei ela na enfermagem. Eu achei que ia perder minha filha. Elas me tiraram da sala e eu fiquei com medo dela morrer”, afirmou Gisele.
No início, nem a mãe sabia exatamente o que Helena havia engolido. Ela imaginava que pudesse ser um pedaço do plástico do lenço umedecido.
“Eu não tinha noção de que ela tinha engolido a tampinha. Achei que era um plástico do lenço umedecido. Quando falaram que era a tampa da pomada, eu não acreditei. Fiquei incrédula”.
Durante o atendimento, as profissionais identificaram que o objeto era a tampa da pomada para assaduras. Uma enfermeira conseguiu retirá-lo com uma técnica de desobstrução. “Louvado seja Deus, o último ato foi enfiar o dedo para desobstruir e deu certo”, contou a mãe.
‘Escutei o choro dela e quase desmaiei de alegria’
Enquanto a equipe trabalhava para salvar Helena, Gisele aguardava do lado de fora da sala, sem saber se a filha voltaria a respirar.
Uma das profissionais permaneceu ao lado dela para tranquilizá-la durante o atendimento. Até que Gisele ouviu o som que mais esperava.
“Eu escutei o choro dela e quase desmaiei de alegria. Eu estou até agora tremendo de medo”, disse.
Depois que a obstrução foi retirada, Helena foi estabilizada e encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Ela recebeu atendimento e teve alta horas depois.
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‘Elas salvaram a vida da Helena’
Mãe chega com a bebê engasgada com tampa de pomada em UBS de Pará de Minas.
Depois do susto, Gisele disse que o episódio também deixou uma lição sobre os cuidados com objetos pequenos e, principalmente, sobre a importância de valorizar profissionais preparados para situações de emergência.
“Isso serviu para me ensinar que eu preciso ter mais cuidado, por mais que eu já tenha. Todo cuidado é pouco. Mas também serviu para valorizar as profissionais que foram tão atenciosas. É importante valorizar e falar da minha gratidão a elas. Elas salvaram a vida da Helena. Se a Helena está viva, é por conta delas”, declarou.
Agora, com a filha em casa e bem, Gisele tenta transformar o medo vivido em aprendizado. Ainda assim, diz que a imagem dos poucos segundos em que Helena ficou sem respirar não sai da cabeça.
“Praticamente vi minha filha morrer e renascer. Foi uma coisa que eu nunca imaginei passar. A gente toma todos os cuidados possíveis, mas aconteceu em um segundo”, finalizou.
Gisele Borges e a filha helena de 8 meses
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