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Vestígios na mata, policiais a cavalo e drones: entenda como foi a busca pelo ‘Lázaro de Ermida’ que se escondeu por quase um ano em MG

Polícia prende suspeito de feminicídio e furtos na zona rural de Divinópolis

G1 — Brasil · 2026-08-16T19:40:01.000Z

Polícia prende suspeito de feminicídio e furtos na zona rural de Divinópolis

Durante quase um ano, a Polícia Civil de Minas Gerais manteve as buscas por Juares Marques dos Santos, de 51 anos, conhecido como “Lázaro de Ermida”. Investigado pelo feminicídio da esposa, Lucélia Batista Silva, de 39 anos, ele conseguiu permanecer escondido em áreas rurais até ser preso na quinta-feira (13), em Santo Antônio do Monte.

🔎Ermida é como é conhecido o Bairro Santo Antônio dos Campos, em Divinópolis.

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Para tentar encontrá-lo, os policiais recorreram a diferentes estratégias. Drones com sensor térmico, câmeras instaladas em pontos estratégicos, buscas em áreas de mata e equipes a cavalo foram usados nas buscas.

Segundo o delegado Vivalde Levilesse Ferreira Júnior, o principal desafio era o tipo de lugar escolhido pelo foragido para viver. Juares conhecia a região rural, mudava constantemente de local e conseguia se deslocar por áreas extensas, o que dificultava o trabalho das equipes.

Segundo a Polícia Civil, Juares vivia em barracas montadas no meio da mata e mudava de área de tempos em tempos.

Drones ajudaram a monitorar áreas de difícil acesso

Após o feminicídio, em agosto de 2025, as buscas por Juares foram intensificadas. A Polícia Civil passou a monitorar locais onde havia informações de que ele poderia estar escondido.

Além do trabalho de investigação e levantamento de informações, os policiais usaram drones equipados com sensores térmicos. Os equipamentos ajudaram a localizar pessoas em áreas de mata, principalmente em locais de difícil acesso.

Também foram instaladas câmeras em pontos da zona rural onde o suspeito costumava aparecer.

“Após o feminicídio ocorrido em agosto de 2025, intensificamos as buscas por ele. Nós utilizamos drones com sensor térmico, instalamos câmeras nos locais onde ele, na zona rural, apresentava-se por mais vezes”, explicou Vivalde.

Rastros de Juares pela mata

Rastros levaram policiais até a região

Mesmo com o uso da tecnologia, a localização do foragido exigiu incursões presenciais em áreas rurais.

Na quarta-feira (12), um dia antes da prisão, policiais percorreram cerca de 30 quilômetros a cavalo em uma região onde havia suspeita de que Juares continuava escondido.

Durante a busca, foram encontrados rastros que indicavam que ele ainda estava na região.

“Ontem mesmo nós percorremos cerca de 30 quilômetros a cavalo e conseguimos localizar rastros que demonstravam que o Juares ainda permanecia vivendo no local”, contou o delegado.

Busca pelo Lázaro de Ermida em MG

Vida ‘nômade’ dificultava buscas

Segundo a Polícia Civil, Juares adotava um estilo de vida considerado “nômade”. Ele não permanecia por muito tempo no mesmo endereço e preferia regiões rurais.

De acordo com a investigação, ele passou por 12 cidades de Minas Gerais desde 2006, sempre em áreas rurais.

“Ele era um homem que não parava em local algum. Ele permanecia durante algum tempo em uma cidade, ficava por alguns meses, depois ia para outra”, afirmou Vivalde.

Para a polícia, a extensa área rural, o conhecimento que Juares tinha da região e a constante mudança de esconderijos dificultaram a localização do foragido.

Possível rede de apoio é investigada

Polícia Civil e Polícia Militar falaram em coletiva sobre a prisão de Juares em Santo Antônio do Monte

A Polícia Civil também acredita que Juares tenha recebido ajuda para permanecer escondido.

Segundo o delegado, pessoas próximas teriam fornecido alimentação, roupas e outros itens necessários para que ele permanecesse por longos períodos em áreas rurais.

“Ele tinha apoio naquela região. Além de conhecer a zona rural, ele também tinha apoio de pessoas próximas a ele que ajudavam com alimentação, vestuário e outras formas para ele se manter ali por tanto tempo”, afirmou.

A Polícia Civil deverá investigar a possível rede de apoio ao foragido.

Juares Marques dos Santos, de 51 anos foi preso em Santo Antônio do Monte

Polícia Militar/ Divulgação

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Prisão encerrou quase um ano de buscas

Juares foi localizado e preso na manhã de quinta-feira (13), em Santo Antônio do Monte.

Segundo o delegado, o homem havia dito que não pretendia se entregar e que, caso fosse encontrado, seria preso apenas morto. A previsão, no entanto, não se confirmou.

Ele foi preso com vida e sem ferimentos, segundo a Polícia Civil.

Juares foi indiciado pelo feminicídio de Lucélia Batista Silva e também possui outros mandados de prisão por crimes anteriores.

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