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Augusto Cury inicia campanha na Grande BH e defende 'revolução na educação', segurança integrada e 'pacto nacional'

Augusto Cury (Avante) em coletiva de imprensa no primeiro dia oficial da campanha eleitoral à Presidência da República

G1 — Brasil · 2026-08-16T22:12:04.000Z

Augusto Cury (Avante) em coletiva de imprensa no primeiro dia oficial da campanha eleitoral à Presidência da República

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) iniciou a campanha eleitoral de 2026 neste domingo (16), em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em entrevista coletiva, ele apontou uma "revolução na educação", a estruturação de um ecossistema de segurança integrada e a criação de um "pacto nacional" como prioridades de sua candidatura.

Cury começou a agenda com um evento para a imprensa no bairro São João Batista, onde respondeu a perguntas de jornalistas. Ao lado dele estavam o candidato a vice-presidente na chapa, Júlio Delgado, o presidente nacional do Avante, Luis Tibé, o prefeito de Santa Luzia, Paulo Bigodinho, e o candidato ao Senado, Carlin Moura.

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Questionado sobre a escolha de Minas Gerais para dar início à campanha, o presidenciável justificou que a geopolítica do estado reflete o "coração do Brasil" e pontuou que nenhum presidente ganha a eleição nacional se não vencer em solo mineiro.

"Olhar nos olhos dos mineiros é olhar nos olhos do coração dos brasileiros. Cativar o coração dos mineiros é cativar o coração dessa nação tão sofrida, tão desgastada", disse Cury.

Ao falar sobre as prioridades de campanha, o candidato afirmou que pretende combater o que chamou de "polarização esquizofrênica" e estabelecer uma gestão guiada por propostas (leia mais abaixo).

"Neste dia, vamos lançar um grande sonho, onde a polarização esquizofrênica que paralisou o país vai começar a diminuir, porque nós queremos focar em 100% projetos e sem ataques pessoais. Precisamos abraçar 32 milhões de neurodivergentes. Precisamos diminuir essa violência contra as mulheres, que a cada 5 ou 6 horas sofrem um feminicídio. Precisamos preparar a nação brasileira para ser uma das nações mais empreendedoras do planeta", declarou.

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Segurança pública e proteção social

Na área de segurança pública, Cury afirmou que "pior do que o crime organizado, é um estado desorganizado, fragmentado e não inteligente". Entre as medidas apresentadas está a criação de um ecossistema integrado que una a Polícia Federal, a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal. Ele também propôs o treinamento de 5% da força de colaboradores dos municípios por tropas de elite das polícias para atuar de forma focada.

O candidato detalhou propostas voltadas para as mulheres para combater os índices de feminicídio. Ele defendeu a disponibilização de um aplicativo de segurança referenciado para a delegacia mais próxima para agilizar o socorro às vítimas.

Cury também apontou que as mulheres ganham menos e pagam mais juros que os homens, prometendo dar a elas protagonismo no governo e incentivar sua atuação nas gestões pública e privada.

Para a proteção da infância, destacou o Projeto de Lei Augusto Cury, que prevê consultas médicas ou psicológicas anuais obrigatórias para crianças de 0 a 12 anos para prevenir e identificar abusos sexuais e maus-tratos.

Educação e economia

Como principal pilar de sua plataforma, Cury propôs uma reformulação dos currículos do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio. O projeto prevê a inclusão de disciplinas de oratória, empreendedorismo, gestão financeira e habilidades socioemocionais.

Ele defendeu que o ensino médio seja integrado ao ensino técnico para qualificar estudantes em áreas como informática, marketing digital e inteligência artificial.

Na economia, o candidato criticou o tamanho da dívida pública e defendeu um "Estado responsável, que gasta menos do que arrecada".

Cury também propôs dar maior apoio e juros melhores à agricultura, apontando que os agricultores enfrentam custos de financiamento altos para obter lucros pequenos, o que encarece o preço dos alimentos. O projeto econômico ainda visa o financiamento de 10 milhões de microempresas.

Combate à polarização e pacto nacional

Ao comentar sobre o cenário político, Cury classificou a polarização atual como "esquizofrênica" e "psicótica", afirmando que ela adoece e divide as famílias brasileiras. O candidato defendeu que sua campanha será focada 100% em propostas, sem espaço para ataques pessoais.

Caso eleito, Cury planeja estabelecer um "pacto nacional" reunindo especialistas de cada setor, incluindo economistas e ex-governadores com boas trajetórias de gestão, para estruturar um projeto de nação unificado.

Questionado sobre sua motivação para entrar na corrida eleitoral, o escritor disse estar colocando sua biografia e conforto de lado por amor ao país e pela família brasileira. "O grande problema não é a ação dos maus e dos corruptos, mas é a omissão dos bons e daqueles que têm a contribuir", concluiu.

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