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Depois da apresentação dos goleiros Gabriel Batista e Warleson, foi a vez de Lucas Monzón e Paulinho vestirem a camisa do Botafogo pela primeira vez e realizarem a primeira entrevista coletiva na sala de imprensa do estádio Nilton Santos.…
ge — Futebol · 2026-07-22T18:19:36.000Z
Depois da apresentação dos goleiros Gabriel Batista e Warleson, foi a vez de Lucas Monzón e Paulinho vestirem a camisa do Botafogo pela primeira vez e realizarem a primeira entrevista coletiva na sala de imprensa do estádio Nilton Santos. A dupla faz parte do pacotão com cinco reforços contratado pela diretoria alvinegra para o segundo semestre.
+ Alex Telles elogia contratação de Paulinho: "Lateral está bem servida"
Lucas Monzón e Paulinho em apresentação no Botafogo
Lucas Monzón é zagueiro e vestirá o número 33. Nascido no Brasil, mas com nacionalidade uruguaia, o jogador de 24 anos pertencia ao Racing de Montevidéu e estava emprestado ao Junior Barranquilla. O clube carioca irá comprar 60% dos direitos econômicos por cerca de US$ 800 mil (R$ 4,1 milhões na cotação atual). O contrato em definitivo será de três anos e meio, até o fim de 2029.
De mãe brasileira e pai uruguaio, Monzón saiu aos cinco anos do Brasil. O defensor fez questão de se comunicar em português durante toda a apresentação e, de bom humor, brincou sobre estar um pouco "enferrujado" com a língua.
"Estamos no Brasil, vou falar português (risos)", brincou Monzón
— Minha mãe é brasileira. É que eu morei na fronteira. Eu nasci em Jaguarão. Meu pai era de Rio Branco, do Uruguai. Minha mãe é de Jaguarão. A maioria dos meus irmãos são de Jaguarão. Quando eles souberam da notícia, foi maravilhoso. Todo mundo me ligava todo dia e me mandava mensagem. E agora, graças a Deus, eu estou aqui. E obviamente fica mais perto pra eles virem também.
Paulinho, por sua vez, é lateral-esquerdo e vestirá a camisa 29. Ele passou sete temporadas no Midtjylland, da Dinamarca, e assinou contrato com o Botafogo até o fim de 2028. Ele era um alvo antigo do departamento de futebol, que acertou a contratação após o jogador ficar livre para assinar. Paulinho chega para disputar posição no setor com Alex Telles e com Marçal.
"São dois jogadores [Marçal e Alex Telles] que dispensam apresentação, vitoriosos. É um privilégio jogar com eles. Chego para agregar como o Botafogo quiser me usar. Está sendo maravilhoso", afirmou Paulinho.
Paulinho também comentou sobre o papel de Gregore, ex-volante do Botafogo, para que o lateral aceitasse o convite para chegar ao clube carioca.
— Eu e o Gregore jogamos juntos em duas oportunidades, em dois clubes diferentes. E assim que eu tive o primeiro contato com o Botafogo, lá em fevereiro, eu comecei a pegar referências. O Gregore sempre me deu um feedback super positivo em relação aos atletas, em relação ao staff, a todos que trabalham na família Botafogo. Me deixou animado. Da cidade a gente já dispensa comentários.
"A gente está sempre falando, a gente é amigo de longa data. Ele também me desejou boa sorte, entrou em contato com os atletas para que me recebessem super bem. Fui super bem recebido desde o primeiro dia", revelou Paulinho
Paulinho em apresentação no Botafogo
A dupla comentou sobre a vontade de entrar em campo rapidamente pelo Botafogo. Eles exaltaram o grupo e a possibilidade de vencer o título da Copa Sul-Americana nesta temporada
— É sempre bom disputar competição deste tipo, pelo fato de você encarar outras culturas, outros jogos. E claro que é um título que todo mundo quer ganhar. E com a possibilidade da gente estar disputando, de estar podendo brigar pelo título, é sempre bom a gente dar o máximo possível. A ideia é vencer — comentou Paulinho
— É um título que todo mundo quer ganhar, né? Sul-Americana. E o clube está jogando a Sul-Americana. Bom, é uma competição muito linda, tem jogos muito decisivos. Nunca tive a sorte de estar jogando uma final ou chegar nisso, mas se Deus quiser a gente vai conseguir isso — adicionou Monzón
Veja outros pontos da coletiva
Amizade de Monzón com Mateo Ponte e mais sobre relação com Brasil
Monzón: — Bom, eu joguei com o Mateo Ponte quando ele estava subindo no Danúbio. Eu joguei com ele. Depois, com os outros, só como adversários, dentro do campo. Mas com o Mateo eu cheguei a compartilhar em 2021, acho que foi. Bom, o português... minha mãe fala português e minhas irmãs também. Mas eu saí muito pequeno do Brasil. Saí com uns 5 anos. Meu pai é uruguaio. Então a gente sempre estava falando espanhol. Aí o português, eu falava meio junto, meio misturado.
Recepção do grupo
Monzón: — O grupo foi muito especial na recepção. Já tinha amigos aí, já joguei com alguns deles, então tudo fica mais fácil já tendo essas pessoas conhecidas para se adaptar melhor.
Paulinho: — Bom, primeiro a recepção foi super positiva, todos os atletas do grupo, a gente percebe que eles tentam integrar a gente o máximo possível, os treinadores também conversam muito com a gente, como você falou a gente precisa estar em uma boa sincronia com todo mundo e acho que no mais é isso, no primeiro momento a gente está se adaptando, claro, mas é sendo super positivo, a gente está bem feliz com isso.
Paulinho: — Me considero um lateral ofensivo. Gosto de chegar bem ao fundo. Com comprometimento na parte defensiva. Passei sete temporadas em um futebol taticamente muito obediente. Isso agregou muito ao meu jogo. Podem esperar dedicação, estou ansioso para poder jogar.
Monzón: — Sou um zagueiro de velocidade, zagueiro agressivo. Cada zagueiro tem seu jogo. O Alexsander (Barboza) é um bom zagueiro, eu conheci ele, mas a minha característica vai mais pra velocidade e pra agressividade no jogo. Eu gosto de chegar forte: agressividade e velocidade são os meus destaques.
Projeto do clube e escolha
Paulinho: — Desde o primeiro contato eu já acompanhava. Sou amigo do Gregore, jogamos juntos. Acompanhei os títulos que ganhou recentemente. Quando surgiu a oportunidade foi fácil tomar a decisão. Acompanhei a festa da torcida e mantive contato com o Gregore. Não foi uma decisão difícil de tomar.
Monzón: — Eu sempre falei com o Mateo [Ponte]. Ele disse que era uma família muito unida. Quando surgiu a possibilidade ele me ligou. Eu falei que se Deus quiser seria aqui. É uma equipe que eu quero estar.
O sentimento de chegar ao Botafogo
Monzón: — Acho que dá para ver a minha felicidade. Depois de sair jovem, era um sonho voltar como profissional. Graças a Deus estou aqui nessa equipe braba que é o Botafogo. Vou demonstrar compromisso, companheirismo dentro e fora do campo. Quero dar a tranquilidade quando tiver que estar fora ou dentro dar ao máximo para a equipe.
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