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Franclim deixa pressão de lado e reclama de arbitragem após derrota do Botafogo: "Escândalo"

Franclim diz ser normal pressão no Botafogo: "Manter os pés no chão"

ge — Futebol · 2026-08-17T00:21:23.000Z

Franclim diz ser normal pressão no Botafogo: "Manter os pés no chão"

Depois da derrota por 1 a 0 para o Vitória, na noite deste domingo, Franclim Carvalho, técnico do Botafogo, foi para a coletiva de imprensa na bronca com a arbitragem comandada por Paulo Cesar Zanovelli.

O treinador reclamou muito de um lance envolvendo Danilo (veja no vídeo abaixo), no fim do primeiro tempo. Na opinião dele, Ramon, o autor da falta, deveria ter recebido o cartão vermelho. O árbitro deu apenas o amarelo para o lateral-esquerdo do Vitória.

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- Eu ainda não vi o lance do amarelo do Huguinho, já me disseram que não era para amarelo, não vi. Obviamente condicionou o Huguinho. Depois, já vi o pênalti do Huguinho, para mim foi pênalti. Me causa estranheza... Estranheza, não. É impossível o senhor Daniel Nobre, do VAR, não expulsar o Ramon no lance do Danilo - disse ele na coletiva.

- Eu não sei o que é preciso fazer para expulsar naquele lance, aos 44 minutos. Não sei. E o VAR estava funcionando, porque deram impedimento no lance seguir ao 1 a 0. Bem ajuizado. O pênalti do Huguinho? Bem ajuizado. O lance do Danilo é um escândalo para mim. O senhor Paulo César (árbitro) pode não ver, aceito. Pode interpretar que é amarelo. O senhor Guilherme (Dias), primeiro assistente, pode interpretar que é amarelo. O Anderson (Ribeiro), quarto árbitro, não sei se fala ou não com o árbitro. Mas, se falar, pode interpretar que é amarelo. Aceito isso tudo - completou o treinador do Botafogo.

"O Danilo foi atendido, portanto tem tempo de consultar as imagens. Não sei como o VAR não diz que é vermelho, não sei como não chama o árbitro para analisar. Todos vocês que estão nessa sala, se já viram o lance, vão concordar comigo", concluiu ele.

Franclim Carvalho, técnico do Botafogo, no jogo contra o Vitória

Em seguida, o técnico do Botafogo explicou a decisão de tirar Huguinho ainda no primeiro tempo para colocar Junior Santos. O jovem volante do Botafogo recebeu o cartão amarelo no primeiro minuto de jogo.

Franclim também reconheceu o momento difícil depois da goleada histórica para o Cienciano, na Sul-Americana, e deixou de lado a pressão sobre o seu cargo.

- Quando nós temos um jogo, uma derrota pesada como tivemos na quinta, vocês que estão fora colocam muita coisa em causa. Nós temos que continuar a fazer nosso trabalho. Sabemos que foi um dia muito difícil para nós, botafoguenses. Não era a imagem que a gente queria deixar, sabemos que as condições lá são muito diferentes do que são aqui. Portanto, depois de um resultado daqueles, é normal que vocês coloquem muita coisa em causa. Nós temos que manter o pé no chão e continuar a trabalhar - disse Franclim.

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- Depois, com as substituições, nós chamamos o Domingos para ter um 5 mais fixo. O adversário fez o gol, eu tinha as duas alternativas. Chamei o Domingos porque o árbitro poderia anular a decisão do pênalti. O adversário fez o gol, colocamos o Junior para ter o Danilo como segundo volante e o Medina como primeiro volante. Ou seja, um pouco mais expostos, mas tínhamos que ir atrás do resultado. Matheus e Montoro nas costas do Junior e do Cabral. A ideia foi essa - explicou ele.

Veja outras respostas de Franclim Carvalho, técnico do Botafogo, na coletiva:

Os problemas do Botafogo nos últimos jogos

- É preciso fazer gol. Houve duas oportunidades claríssimas deles: o pênalti e um lance, creio que do Rene, já no segundo tempo, em um cruzamento, com o Warleson e o Vitinho quase cortando sobre o gol do René. Duas claríssimas: o pênalti e essa. E nós temos duas: uma do Cabral, de cabeça, e uma do Júnior, de cabeça, claríssima também, que o goleiro adversário defende. Obviamente, esse lance aos 44 minutos mudava a história do jogo. Não sei se nós iríamos marcar, sofrer, ganhar, empatar ou perder, mas mudava, porque uma coisa é jogar com 11, outra coisa é jogar com 10.

Franclim diz que Botafogo precisa fazer gols para superar má fase

- O que é preciso fazer? É fazer gol, que era o que nós antes fazíamos sempre, muitos gols. E agora não fizemos. Na quinta-feira passada, só fizemos um. Acho que, obviamente, após o resultado de quinta-feira, o lado emocional não está igual ao que estava na quarta-feira. É normal, porque somos humanos, os jogadores são humanos. Hoje, nós vimos uma resposta da equipe tentando, muitas vezes mais com o coração do que com a cabeça, mais na emoção.

- Normal, como eu disse, somos humanos, temos sensações, temos sentimentos. Tentamos, não conseguimos fazer gol. O adversário acaba fazendo um gol de pênalti e, depois, como eu disse, o adversário tem mais essa chance. Nós temos as outras duas. O adversário não fez mais nenhum, nós não fizemos nenhum. Portanto, o adversário fez um gol, mereceu ganhar. Parabéns para eles.

Situação de Danilo e outras substituições no jogo

- Sobre o Danilo, como eu disse, vamos ver como está o pé dele pela forma como foi a entrada. O pé estava inchado, o Danilo estava chorando. Não estava só mancando, estava chorando também, estava com dores. Mas, obviamente, ele quer ajudar a equipe, quer ajudar o clube, quer ajudar os companheiros, quer demonstrar que está comprometido com o projeto. Quis voltar para o jogo, deu a garantia de que aguentava, de que suportava a dor que tinha. Porque, como eu disse, estava em lágrimas depois daquela entrada, o que me parece normal. O que não me parece normal é o senhor Daniel Nobre não ver aquele lance. Ou, se viu, foi com um olho fechado e o outro aberto. O Danilo quis ajudar. Obviamente, ficou limitado depois de uma entrada daquelas. Havia a possibilidade de tirarmos o Danilo no intervalo, mas ele me garantiu que queria ajudar, que estava em condições e que suportaria a dor. Nós tentamos mantê-lo mais um tempo e, depois, como só tínhamos uma parada, quando fizemos a substituição do Danilo, fizemos também a do Medina, porque estava cansado. Como vocês viram, estava com câimbras, e optamos por tirar os dois.

- Tivemos mais uma possibilidade de substituição e optamos por não fazer, porque entendemos que, com os jogadores que tínhamos em campo, conseguíamos fazer aquilo que pretendíamos: ter dois jogadores entre as linhas, muita gente na área, e a bola tinha que circular por fora para conseguirmos fazer os cruzamentos. Há um lance do Cabral que eu não vi, então não vou falar sobre ele. Na mesma área do pênalti do Huguinho, o Cabral garante que foi puxado. Eu ainda não vi. Nessa sequência de cruzamentos, temos também aquela chance do Júnior de que falei, em um cruzamento pela direita, em que o goleiro adversário faz uma grande defesa.

- E essa era a nossa ideia, porque, no primeiro tempo, jogamos muito por dentro. Depois, precisávamos obrigar o adversário a sair por fora. Fizemos isso no segundo tempo mais vezes do que no primeiro, mas ainda assim não tantas quanto queríamos. É normal que, depois do jogo de quinta-feira, o emocional dos jogadores não esteja como estava na quarta. Mas nós tentamos, demos uma resposta e, como eu disse, tivemos duas chances, o adversário também. Eles fizeram um gol e nós não.

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