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FOTOS: mais de 400 amostras de fósseis de dinossauros, moluscos e mamíferos são achadas no interior de SP

Alguns dos fósseis recuperados e sendo triados no campo; marca de pegada (icnofóssil), na região em pedreira na região de Álvares Machado (SP)

G1 — Brasil · 2026-08-17T10:24:21.000Z

Alguns dos fósseis recuperados e sendo triados no campo; marca de pegada (icnofóssil), na região em pedreira na região de Álvares Machado (SP)

André E. Piacentini/Reprodução

Durante uma expedição realizada na região de Presidente Prudente (SP), principalmente no sítio paleontológico de Pirapozinho (SP), um grupo de pesquisadores do Rio de Janeiro localizou mais de 400 amostras de fósseis de dinossauros que viveram há cerca de 90 milhões de anos.

Durante a expedição, a equipe visitou pontos já conhecidos, como o sítio do "Tartaruguito", em Pirapozinho, além de novos pontos para as prospecções nos arredores dos municípios de Santo Expedito, Alfredo Marcondes e Álvares Machado.

Ao g1, o pesquisador e docente André E. Piacentini Pinheiro, da FFP/UERJ, contou que a expedição realizou estudos na região in loco por cerca de duas semanas, no início de agosto deste ano.

"Neste ano, foi resgatada uma grande quantidade de fósseis, incluindo invertebrados, muitos restos de tartarugas, dentes de crocodilianos, escamas de peixes, restos ósseos de dinossauros, os quais serão estudados pelos pesquisadores envolvidos e pelos colaboradores disponíveis."

Nos locais de estudo, o especialista descreveu que as poucas evidências que sobraram preservadas são, por exemplo, remanescentes biológicos fossilizados: "Dentes, escamas, ossos, marcas também, icnofósseis, que a gente achou bastante, marcas de pegadas, cascas de ovos, evidências, vestígios indiretos desses animais".

"A gente coleta e interpreta isso como elementos para construção desse entendimento da região e do que aconteceu ali há milhões de anos", continuou.

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Estudo das rochas em pedreira na região de Álvares Machado (SP)

André E. Piacentini/Reprodução

Estudo em conjunto

Além disso, André E. Piacentini Pinheiro descreveu a importância do estudo feito, em conjunto com demais pesquisadores de graduação e pós-graduação, sob a coordenação do Dr. Rodrigo Giesta Figueiredo, da UFES.

"A intenção é a prospecção de fósseis, tanto de vertebrados quanto de invertebrados, e a análise das rochas sedimentares do Grupo Bauru, principalmente das formações geológicas Araçatuba e Presidente Prudente."

Embora os nomes remetam a cidades como Araçatuba e até mesmo Bauru, André reforça: "São nomes de unidades geológicas. Temos um conjunto de rochas que foram formadas no final do Mesozoico, [na era] Cretácea, e esse pacote rochoso recebe o nome de Grupo Bauru, mas a gente não foi para a cidade de Bauru."

Ainda segundo André, dentro desse grupo rochoso existem subunidades, com rochas mais específicas que denotam ambientes mais específicos. "No caso, dois desses pacotes rochosos são do nosso interesse, que são a Formação Presidente Prudente e a Formação Araçatuba."

Conforme o especialista, o que hoje é o Oeste Paulista, há milhões de anos era formado por drenagens de rios e áreas alagadas, sustentando uma grande diversidade de animais, incluindo moluscos, microcrustáceos, peixes, anfíbios, tartarugas, serpentes, lagartos, crocodilianos, dinossauros, aves e mamíferos, considerados mais raros.

Expedição paleontológica no Oeste Paulista busca fósseis de tartarugas

No caso do sítio paleontológico em uma propriedade rural de Pirapozinho, conhecido como “Tartaruguito”, o local possui vestígios de tartarugas com mais de 80 milhões de anos e recebeu o grupo formado por nove pesquisadores e estudantes das universidades do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Federal do Espírito Santo (UFES), no início de agosto deste ano.

"Além desse conteúdo, a capacitação de estudantes quanto aos processos de busca, coleta e armazenamento de fósseis também é algo bastante positivo e desejável", destacou o pesquisador.

Dessa forma, a equipe pretende refinar o registro paleontológico e melhorar a compreensão sobre os paleoambientes deposicionais, a formação das rochas e os processos de fossilização envolvidos.

Pinheiro reforçou a importância da divulgação da paleontologia. "Além da contribuição dessa região para o entendimento da evolução dos ecossistemas continentais durante o Período Cretáceo no Brasil."

A partir do estudo feito no local, os pesquisadores buscaram refinar o conhecimento, tanto dos animais e das plantas que já viveram nesse ambiente, como também da interpretação de paleoambientes.

"Reconhecimento dessas rochas, até onde elas vão, o tipo de característica que elas têm, como elas se inter-relacionam. Estamos tentando interpretar coisas que ocorreram há milhões de anos com evidências."

Mais de 400 amostras de fósseis são achadas na região de Presidente Prudente (SP); registro foi em Álvares Machado (SP)

André E. Piacentini/Reprodução

Bloco contendo restos de dinossauro sendo recoberto por jaqueta de gesso na região de Alfredo Marcondes (SP)

André E. Piacentini/Reprodução

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