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'Prévia' do PIB do Banco Central registra crescimento de 0,2% no 2º trimestre

O Banco Central (BC) informou nesta segunda-feira (17) que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado a "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), registrou crescimento de % no segundo trimestre deste ano.

G1 — Economia · 2026-08-17T12:01:15.000Z

O Banco Central (BC) informou nesta segunda-feira (17) que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado a "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), registrou crescimento de % no segundo trimestre deste ano.

O resultado pelo BC foi calculado após ajuste sazonal — uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes. A comparação foi feita com o primeiro trimestre de 2026.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Já o IBC-Br tem um cálculo diferente, com um conjunto mais restrito de informações (veja mais abaixo nessa reportagem).

O resultado oficial do segundo semestre deste ano, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), será divulgado em 1º de setembro.

🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo.

🔎Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem estar social.

Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços.

A equipe econômica zerou, por exemplo, a tributação do IR para quem ganha até R$ 5 mil, além de ter liberado o FGTS e linhas de crédito mais baratas para a população.

A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias.

Apesar do bom resultado da prévia do PIB no primeiro trimestre deste ano, o mercado financeiro acredita em desaceleração da economia no ano de 2026 fechado.

O mercado estima um crescimento de 1,86% em 2026, contra 2,3% no ano passado. O BC projeta uma expansão de 1,6% neste ano.

PIB X IBC-Br

Os resultados do IBC-Br são considerados a "prévia do PIB". Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do IBGE.

O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria mais pressão inflacionária, o que poderia contribuir para conter a queda dos juros.

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