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Dólar abre em queda, após pesquisa eleitoral e de olho no varejo brasileiro

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (17) em queda, com um recuo de 0,18% perto das 9h, cotado a R$ 5,2098. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

G1 — Brasil · 2026-08-17T12:00:22.000Z

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (17) em queda, com um recuo de 0,18% perto das 9h, cotado a R$ 5,2098. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

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Com a aproximação das eleições, a expectativa é de que os planos dos candidatos para os gastos do governo e para a condução da economia ganhem cada vez mais espaço nas decisões de investimento.

Esse ambiente de cautela ocorre enquanto investidores estrangeiros retiram recursos da bolsa brasileira, pressionando os preços dos ativos.

Em meio às tensões, os preços do petróleo voltaram a subir no mercado internacional. O barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 0,59% perto das 8h50, cotado a US$ 89,04, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 0,23%, a US$ 82,59.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

Acumulado da semana: +1,88%;

Acumulado do mês: +2,16%;

Acumulado do ano: --5,64%.

Acumulado da semana: 0%;

Acumulado da semana: -3,06%;

Acumulado do mês: -6,05%;

Acumulado do ano: +3,79%.

Pesquisa eleitoral: Lula segue na liderança

A última pesquisa Genial/Quaest, divulgada na sexta-feira (14), apontou, mais uma vez, para a liderança do presidente Lula na corrida presidencial.

Segundo o levantamento, enquanto o petista aparece com 38% das intenções de voto no 1º turno, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 31%. A terceira posição fica com Renan Santos (Missão), com 4%.

O cenário eleitoral volta a levantar preocupações no mercado financeiro sobre a situação da dívida pública, tema frequentemente comentado como ponto de atenção para o futuro da economia e dos juros.

Atenção para o varejo brasileiro

O mercado também segue atento para os sinais de fraqueza do varejo brasileiro. Na noite de domingo (16), a Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo.

A medida inclui a própria companhia e outras nove empresas do grupo e tem como objetivo reorganizar as finanças, renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.

🔍A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite que empresas com dificuldades financeiras renegociem suas dívidas sob supervisão da Justiça. O objetivo é evitar a falência, preservar empregos e permitir que a empresa continue funcionando enquanto busca reequilibrar suas contas.

Essa não foi a primeira vez que a Casas Bahia busca reorganizar sua situação financeira. Em 2024, a companhia realizou uma recuperação extrajudicial, quando renegociou cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas com instituições financeiras.

A Casas Bahia também não foi a primeira varejista brasileira a demonstrar problemas. O grupo Toky, por exemplo, dona da Tok&Stok e da Mobly, que registrou um prejuízo de R$ 232,7 milhões no segundo trimestre deste ano, já havia entrado com pedido de recuperação judicial em maio deste ano.

Entre outras empresas com dificuldade nas contas, enquanto a Magazine Luiza apresentou um prejuízo de mais de R$ 50 milhões no segundo trimestre deste ano, a Americanas quase triplicou as perdas no período, para R$ 274 milhões.

As notícias voltam a colocar o varejo brasileiro na mira dos investidores, em meio a preocupações sobre o que o fraco desempenho representa para a economia.

EUA endurecem postura em relação ao Irã

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ameaçou o Irã com um isolamento econômico "como o mundo nunca viu", indicando que o governo Trump está disposto a exercer uma nova rodada de pressão para finalizar a guerra no Oriente Médio.

A nova escalada verbal acontece enquanto a guerra, desencadeada no fim de fevereiro com a ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o regime iraniano, está perto de completar seis meses sem perspectiva de ser finalizada. A fala também marca uma mudança de tom, já que no início de agosto o governo Trump falava em um acordo iminente para reabrir o Estreito de Ormuz.

"Será uma combinação de isolamento econômico como o mundo nunca viu", disse Bessent na quinta-feira ao canal de televisão conservador Newsmax, sem revelar mais detalhes. Ele acrescentou que "o contínuo bloqueio no Estreito de Ormuz impedirá que qualquer coisa entre ou saia dos portos iranianos".

O Estreito de Ormuz, por onde transitavam 20% do petróleo mundial antes da guerra, continua sendo o principal ponto de divergência. Na prática, a passagem está fechada pelo Irã. Teerã exige que os navios recebam uma autorização para utilizar a via e pretende impor, a longo prazo, taxas de serviço, algo que Washington rejeita.

O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial

Por quanto tempo o Irã pode sustentar a guerra com os EUA e Israel?

Agora, com uma mudança de abordagem, as armas nucleares, o principal motivo que Trump apresentou para iniciar a guerra ao lado de Israel, parecem ter ficado em segundo plano.

"O objetivo número um: manter o petróleo e o gás baratos para os americanos em todo o nosso país", disse na quinta-feira o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, ao canal Fox News. "E depois, obviamente, o objetivo número dois é garantir que o Irã nunca obtenha uma arma nuclear", acrescentou.

Bessent, por sua vez, apresentou na quinta-feira a estratégia contra Teerã como a combinação de duas medidas: asfixia financeira e bloqueio físico, citando como comparação Cuba e Venezuela.

"A Venezuela entrou em colapso imediatamente quando impusemos o bloqueio", afirmou.

No início da semana, Trump afirmou que um acordo para reabrir o estreito era iminente. Agora, seu governo, com a diplomacia paralisada, parece acreditar que o sofrimento econômico levará o Irã a ceder.

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda nesta sexta-feira, conforme investidores avaliavam novos dados no varejo dos EUA.

O Dow Jones teve queda de 0,13%, enquanto o S&P 500 caiu 0,20% e o Nasdaq Composite teve perdas de 0,45%.

Na Europa, a maioria dos mercados encerrou em baixa nesta sexta, em meio às tensões geopolíticas e ao aumento nos preços do petróleo. O índice pan-europeu STOXX 600 teve queda de 0,2%, aos 657,86 pontos.

Entre os demais índices, o DAX, da Alemanha, foi na contramão e subiu 0,53%, enquanto o CAC-40, da França, caiu 0,16% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 0,21%.

Na Ásia, as ações chinesas encerraram a sessão desta sexta-feira (14) praticamente estáveis, conforme investidores seguiam cautelosos durante a temporada de balanços do segundo trimestre.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,04%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve leve alta de 0,01%. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,1%. O Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 2,42%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 0,59%.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Notas de dólar.

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