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Homem mata esposa, enterra corpo no quarto de casa e confessa crime no ES
G1 — Brasil · 2026-08-17T14:14:58.000Z
Homem mata esposa, enterra corpo no quarto de casa e confessa crime no ES
O laudo da Polícia Científica apontou que Monique Oliveira Fernandes ainda estava viva quando foi enterrada dentro de casa pelo próprio marido em São José do Calçado, no Sul do Espírito Santo.
O corpo dela foi encontrado no dia 24 de julho. No dia seguinte, Mário Almeida Pinto, de 46 anos, foi à delegacia por conta própria e confessou o assassinato. Em depoimento, ele contou que tirou a cerâmica, fez um buraco no quarto do casal, enterrou a mulher e depois cimentou o piso.
O delegado Messias Sirtuli, titular da Delegacia de São José do Calçado, disse ao g1 nesta segunda-feira (17), que a perícia da Polícia Científica mostrou que havia terra no pulmão e na traqueia de Monique, indicando que ela ainda respirava e que aspirou o material quando foi enterrada.
Uma substância esbranquiçada, que pode ser cal, também foi detectada misturada à terra.
"O que não se pode confirmar é se ela estava consciente ou não nesse momento. Não tem como precisar isso. Mas eu acredito que, se ela estivesse consciente, teria buscado sair da cova", disse o delegado.
Monique Oliveira Fernandes, 33 anos, morta e enterrada dentro de casa pelo marido no Espírito Santo, e a mãe Silvania Santos de Oliveira
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O delegado explicou que vítimas enterradas vivas costumam apresentar lesões de defesa devido à busca por sair do local, porém esse tipo de lesão não foi encontrado em Monique.
Sirtuli disse que a ausência pode ter ocorrido já que ela foi encontrada em avançado estado de decomposição, 24 dias após ser morta.
Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) não apresentou mais detalhes sobre o laudo e disse que as informações que podem ser repassadas foram divulgadas anteriormente.
Como o assassinato aconteceu
O corpo de Monique foi descoberto na noite de 24 de julho deste ano na residência do casal, que fica no centro de São José do Calçado. A mulher estava desaparecida desde 7 de julho. A família chegou a registrar um boletim de ocorrência do caso e vinha fazendo buscas.
Segundo o delegado Sirtuli, a polícia recebeu a informação de que Mário Almeida estava realizando uma obra dentro de casa, mesmo com a esposa desaparecida. "Ele se mostrava sempre muito calmo, frio, com o desaparecimento da esposa", disse.
Mário chegou a ser ouvido e mantinha a tese de que a mulher havia viajado para Rio das Ostras. Depois de dias de investigações, ele procurou a polícia junto com seu advogado e contou o que tinha acontecido dentro de casa, confessando que havia assassinado a esposa Monique.
"Ele disse em depoimento que o casal brigou. Que Monique teria partido para cima dele com uma faca e, para se defender, pegou um banco de madeira e golpeou a cabeça dela. Ela se levantou, teria partido para cima dele de novo, e nesse momento ele deu outro golpe na cabeça dela. Ela caiu desacordada e morta, segundo ele", disse o delegado.
Mário, então, fez uma cova no quarto dentro de casa. "Um túmulo bem feito para Monique", disse o delegado. O marido quebrou a cerâmica, cavou e enterrou ela. Depois fez o contrapiso e colocou uma nova cerâmica em cima para tentar esconder.
Mário Almeida Pinto, 46 anos, preso por matar Monique Oliveira Fernandes, 33 anos, e enterrar o corpo dentro de casa no Espírito Santo
Mário Almeida Pinto foi encaminhado à Delegacia Regional de Alegre, onde foi autuado em flagrante por ocultação de cadáver.
"Embora o investigado tenha confessado a prática do feminicídio, ele foi autuado em flagrante apenas pelo crime de ocultação de cadáver. Isso porque, em relação ao homicídio, não estavam presentes as hipóteses legais de flagrante previstas no Código de Processo Penal, uma vez que o crime teria ocorrido dias antes da apresentação espontânea do investigado à delegacia" , explicou o delegado Messias Sirtuli.
Monique era natural de Carangola, em Minas Gerais. O corpo foi encaminhado para a Seção Regional de Medicina Legal (SML) de Cachoeiro de Itapemirim.
Local onde corpo de Monique Oliveira Fernandes, 33 anos, foi achado enterrado em sua casa em São José do Calçado, no Espírito Santo
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