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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, avaliou nesta segunda-feira (17) que os problemas com os Estados Unidos são pontuais, localizados, e afirmou esperar que, depois das eleições de outubro, o fluxo de comércio e o diálogo institucional possam ser retomados.
G1 — Política · 2026-08-17T14:49:07.000Z
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, avaliou nesta segunda-feira (17) que os problemas com os Estados Unidos são pontuais, localizados, e afirmou esperar que, depois das eleições de outubro, o fluxo de comércio e o diálogo institucional possam ser retomados.
Durante a 27ª Conferência Anual Santander, em São Paulo, ele declarou que o Brasil está sendo punido com sobretaxas a seus produtos enquanto apresenta déficit comercial (mais importa do que exporta) com os norte-americanos. "Não faz nenhum sentido, nenhum sentido", disse.
"O que o presidente Lula sempre coloca é o seguinte: o Brasil não se dobra à América do Norte, à Europa ou à Ásia. O Brasil, ele se vê como liderança global que merece respeito que vai fazer o debate sabendo das suas fraquezas e das suas fortalezas", acrescentou Durigan.
Em meados do mês passado, os EUA aplicaram uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de itens isentos. No processo, o governo Trump afirmou que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. (leia mais abaixo)
No fim de julho, os Estados Unidos anunciaram outra sobretaxa sobre 60 países, incluindo o Brasil, com alíquotas variando entre 10% e 12,5%. A decisão, informou os EUA, foi resultado de uma investigação para punir países adotam práticas comerciais consideradas desleais por não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Sem 'alinhamento automático'
Segundo o ministro Durigan, não há opção de o governo brasileiro fazer um "alinhamento automático" com qualquer país que seja pois o Brasil não quer ter uma "dependência maior a um só país".
"Seja porque a gente não vai ficar dizendo que nós vamos fazer tudo que um país da América do Norte quer, não vamos fazer nenhuma coisa nenhuma que vamos achar o nosso caminho em termos de potencialidades", concluiu o ministro.
Ele lembrou, também, da parceria existente com os Estados Unidos para o combate ao crime organizado na América Latina.
"É natural que essa parceria aconteça de maneira mais amigável com os Estados Unidos. nos outros países da região, a gente tem uma série de coisas institucionais feitas pela Polícia Federal, pela Receita, que não fazem sentido a gente meter política nessa história e atrapalhar fluxos de informação, de inteligência que já acontecem muito bem", acrescentou.