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Sem Riedel, 1º debate entre candidatos ao governo de MS foca em ataques a atual gestão

Debate da Morena FM e Portal Primeira Página reúne candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul.

G1 — Brasil · 2026-08-17T15:25:27.000Z

Debate da Morena FM e Portal Primeira Página reúne candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul.

Gabi Cenciarelli/g1 MS

O debate entre candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul, realizado na manhã desta segunda-feira (17) pela Morena FM e Portal Primeira Página, que integram a Rede Matogrossense de Comunicação (RMC) foi marcado pela ausência do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, e críticas dos outros candidatos à atual gestão. Não houve pedidos de respostas e o debate seguiu sem tumulto.

Estavam presentes os candidatos Daniel Lemes (PCO), Delcídio do Amaral (PRD), Fábio Trad (PT), Jefferson Bezerra (Agir), João Henrique Catan (Novo), Lucien Rezende (PSOL) e Renato Gomes (DC). Esse é o primeiro encontro dos postulantes a governador de Mato Grosso do Sul.

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O debate teve três blocos, sendo o primeiro com temas determinados. O segundo foi de tema livre. Já o terceiro teve perguntas de temas determinados, além das considerações finais dos candidatos.

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Os candidatos fizeram perguntas entre si e cada participante teve tempo determinado para administrar livremente o tempo entre pergunta, resposta, réplica e tréplica.

Nos blocos com tema determinado, os temas foram sorteados pela mediadora, a apresentadora Bruna Mendes. Cada tema pôde ser escolhido apenas uma vez durante o bloco. A ordem das perguntas em cada bloco foi definida previamente com os representantes dos partidos. Em cada etapa, o candidato teve direito de fazer uma pergunta e cada participante responde apenas uma vez. Dessa forma, todos perguntaram e todos responderam.

No bloco de tema livre, a mediadora chamou os candidatos para fazer a pegunta, seguindo a ordem definida em sorteio entre os representantes dos partidos. O candidato indicado escolheu quem responderia. Ao fim de cada rodada o mediador indicou o próximo candidato a perguntar. A dinâmica se repetiu até que todos os candidatos participassem do bloco.

O tema que abriu o primeiro bloco foi "saúde mental e rede de apoio" e Jefferson Bezerra (Agir) iniciou com questionamento a João Henrique Catan (Novo) sobre a proposta de governo do candidato em relação ao tema.

"Questiono a saúde no estado, temos acompanhado e vemos a questão do problema de corrupção. Vimos a operação Gutemberg, envolvendo dinheiro da saúde. O problema da saúde mental e das drogas está abandonado", pontuou Catan.

O segundo a perguntar foi Delcídio do Amaral (PRD), que começou criticando a gestão do atual governo do estado e dirigiu a pergunta a Daniel Lemes (PCO), perguntando como o governo está tratando questões LBTQIAPN+ e os indígenas em Mato Grosso do Sul.

"O governo não tem projetos ligados para esses grupos, para indígenas, sem-terras e para nenhum trabalhador, a não ser em atacar o trabalhador", respondeu Daniel Lemes.

Na tréplica, Delcídio lançou críticas ao governo estadual dizendo que a gestão é "elitista e não olha para a questão dos indígenas e das minorias".

A terceira pergunta foi feita por Fábio Trad (PT) e direcionada a Renato Gomes (DC). Trad pediu a avaliação do outro candidato sobre a baixa quantidade de centros de convivência para idosos no estado.

"Esse governo é corrupto, os idosos não tem tido tratamento na saúde, tivemos 25 mil vidas trocadas em troca de dinheiro. Coordenador da saúde está preso. Como o governo vai cuidar dos mais velhos se está afundando em escândalos de corrupção?", indagou Renato Gomes.

Fábio Trad fez tréplica e criticou a gestão estadual, afirmando que o Estado deixou de "arrecadar dinheiro para favorecer proprietários rurais".

O quarto a perguntar foi Renato Gomes (DC) que direcionou a pergunta a Lucien Rezende (PSOL), questionando qual a avaliação do candidato e proposta de governo em relação à segurança pública.,

"O governo deixa a desejar. Recentemente tivemos concurso público da polícia civil e várias famílias estão esperando a nomeação, que foi jogada para o ano que vem", destacou Lucien.

A quinta pergunta foi feita por João Henrique Catan (Novo), que pediu avaliação de Fábio Trad (PT) sobre a atuação do banco Master em Mato Grosso do Sul e no governo federal e como serão as políticas de enfrentamento caso Trad seja eleito.

"Está comprovado que Flávio Bolsonaro pediu dinheiro a Daniel Vorcaro. Mas quero dizer que aqui em Mato Grosso do Sul a situação está lastimável", respondeu Trad.

O sexto a perguntar foi Daniel Lemes (PCO), que direcionou a pegunta sobre o feminicídio em Mato Grosso do Sul a Delcídio do Amaral (PT).

"Esse tema em Mato Grosso do Sul é grave. Talvez sejamos o segundo no brasil em termos de feminicídio. Isso nos mostra que o governo estadual é elitista, que não tem nenhum interesse", respondeu Delcídio.

A sétima e última pergunta do bloco foi feita por Lucien Rezende (PSOL) a Jefferson Bezerra (Agir), que foi indagado sobre qual proposta apresentará para reduzir o déficit habitacional em Mato Grosso do Sul.

"Temos que acabar com a situação de quem ganha salário mínimo, não tem condição de pagar 800 reais de parcela de financiamento", disse.

O segundo bloco teve tema livre e foi aberto por Delcídio do Amaral (PRD), que direcionou a pergunta a João Henrique Catan (Novo) sobre a Rota Bioceânica e os impactos do empreendimento para Mato Grosso do Sul.

"Temos visto com muita desconfiança os investimentos e empresários que estão sendo beneficiados com o esquema da Rota Bioceânica", respondeu Catan, defendendo mais investimentos em estradas, ferrovias e a reformulação do Fundersul.

Na tréplica, Delcídio relativizou a importância do corredor rodoviário e afirmou que a principal alternativa logística para o estado passa pela integração ferroviária com a Bolívia e o Peru. Catan rebateu dizendo que Mato Grosso do Sul precisa avançar em infraestrutura para aproveitar seu potencial econômico.

A segunda pergunta foi feita por Jefferson Bezerra (Agir) a Fábio Trad (PT). O candidato questionou Trad sobre sua filiação ao PT e as críticas envolvendo casos de corrupção ligados ao partido.

"Eu compartilho dos valores do PT, combate à miséria e igualdade de oportunidades. Tenho orgulho de ser o candidato do Lula em Mato Grosso do Sul", respondeu Fábio Trad.

Na tréplica, Trad voltou a criticar a gestão estadual, classificando o governo como "elitista" e afirmando que a população sofre com problemas na saúde, educação e infraestrutura.

A terceira pergunta foi feita por João Henrique Catan (Novo) e direcionada a Delcídio do Amaral (PRD) sobre a situação da Cassems e as mudanças que faria na instituição.

"Vejo com extrema preocupação tudo o que tem acontecido na Cassems", respondeu Delcídio, afirmando que há problemas de gestão e concentração de serviços.

Na tréplica, Catan criticou a atual direção da instituição e prometeu mudanças na administração e o fim da taxa que classificou como injusta para os servidores.

A quarta pergunta foi feita por Lucien Rezende (PSOL) a Renato Gomes (DC), sobre propostas voltadas aos pequenos produtores rurais.

"Meu projeto é concorrer com a JBS por meio de cooperativas de abate e priorizar as compras internas dos agricultores", respondeu Renato Gomes.

Na tréplica, Lucien defendeu o fortalecimento da agricultura familiar e a criação de um cinturão verde para impulsionar a produção local.

A quinta pergunta foi feita por Renato Gomes (DC) a Lucien Rezende (PSOL), que foi questionado sobre suas propostas para Mato Grosso do Sul.

"Mato Grosso do Sul é rico, mas o povo está empobrecendo rapidamente", afirmou Lucien, defendendo uma política tributária progressiva, energia mais barata e redução dos cargos comissionados.

A sexta pergunta foi feita por Daniel Lemes (PCO) a Jefferson Bezerra (Agir), sobre as políticas para enfrentar a violência e os problemas sociais enfrentados pela população indígena no estado.

"Vamos acabar com os problemas sociais da comunidade indígena", respondeu Jefferson Bezerra.

O tema que abriu o terceiro bloco foi "investimento em esporte" e Daniel Lemes (PCO) iniciou com questionamento a Fábio Trad (PT) sobre os investimentos dos governos federal e estadual para atletas indígenas nas aldeias de Mato Grosso do Sul.

"O esporte não pode ser uma política transitória de governo. É preciso fortalecer o esporte como política de Estado", respondeu Fábio Trad, que também defendeu maior investimento e regulamentação do setor.

Na tréplica, Daniel Lemes afirmou que atualmente não existe política pública voltada aos atletas indígenas no estado.

O segundo a perguntar foi Jefferson Bezerra (Agir), que direcionou a pergunta a Delcídio do Amaral (PRD) sobre propostas para geração de emprego e renda.

"Grandes empresas estão vindo para cá e gerando renda em outros estados porque não qualificaram a mão de obra sul-mato-grossense", respondeu Delcídio, defendendo investimentos em qualificação profissional e tecnologia.

Na tréplica, Jefferson afirmou que pretende ampliar a capacitação profissional e incentivar o trabalho remoto como forma de gerar renda e reduzir o desemprego.

A terceira pergunta foi feita por Lucien Rezende (PSOL) e direcionada a Daniel Lemes (PCO) sobre a situação dos povos indígenas e recentes conflitos envolvendo comunidades indígenas no estado.

"Esse tipo de ato vindo do governador é totalmente racista e preconceituoso", respondeu Daniel Lemes, criticando a postura do governo estadual.

Na tréplica, Lucien destacou a atuação da ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, e reafirmou a defesa dos direitos indígenas.

A quarta pergunta foi feita por Renato Gomes (DC) a Jefferson Bezerra (Agir) sobre a Rota Bioceânica e os impactos do projeto para Mato Grosso do Sul.

"Temos que fazer uma análise criteriosa sobre esse projeto para saber como ele pode contribuir para o desenvolvimento do estado", respondeu Jefferson.

Na tréplica, Renato Gomes afirmou que a proposta está sendo supervalorizada e criticou o planejamento da rota.

A quinta pergunta foi feita por Delcídio do Amaral (PRD) a João Henrique Catan (Novo) sobre os incêndios no Pantanal e as ações necessárias para preservar o bioma.

"Quando falamos do Pantanal, precisamos olhar também para o povo pantaneiro, que enfrenta falta de escola, saúde e acesso a serviços básicos", respondeu Catan.

Na tréplica, Delcídio criticou o abandono das comunidades pantaneiras. Catan acrescentou que pretende ampliar incentivos ambientais para produtores que preservam o bioma.

A sexta pergunta foi feita por João Henrique Catan (Novo) a Renato Gomes (DC) sobre a regionalização da saúde e o funcionamento dos hospitais regionais.

"Mato Grosso do Sul tem dinheiro, mas os recursos estão sendo desperdiçados enquanto a população sofre com a falta de atendimento", respondeu Renato Gomes, criticando gastos da administração estadual.

Na tréplica, Catan defendeu a criação de uma tabela SUS estadual para ampliar os investimentos na rede hospitalar.

A sétima e última pergunta do bloco foi feita por Fábio Trad (PT) a Lucien Rezende (PSOL) sobre a falta de atendimento de média e alta complexidade nos hospitais do interior.

"A regionalização da saúde foi prometida e não aconteceu. O interior sofre e a capital acaba sobrecarregada", respondeu Lucien.

Na tréplica, Lucien defendeu mais investimentos e estruturação dos hospitais já existentes, em vez da construção de novas unidades.

Nas considerações finais, João Henrique Catan (Novo) falou diretamente às famílias sul-mato-grossenses, criticou o aumento do custo de vida e afirmou que o estado enfrenta problemas de infraestrutura. O candidato também fez críticas à gestão estadual e à política de reajustes dos servidores.

Lucien Rezende (PSOL) pediu uma reflexão dos eleitores sobre a política sul-mato-grossense e criticou as frequentes mudanças partidárias entre lideranças políticas. Segundo ele, é preciso fazer um voto diferente para promover mudanças no estado.

Renato Gomes (DC) destacou a indignação com os casos de corrupção em Mato Grosso do Sul e afirmou que suas propostas incluem a criação de bancos estaduais e medidas para reduzir o preço dos remédios, da cesta básica e da energia elétrica.

Delcídio do Amaral (PRD) voltou a abordar a situação da Santa Casa de Campo Grande, atribuindo responsabilidade à prefeitura e ao governo estadual. O candidato também defendeu o debate sobre a parceria público-privada da Sanesul e afirmou que pretende construir um governo "solidário, fraterno e cidadão".

Jefferson Bezerra (Agir) pediu que os eleitores analisem com atenção os candidatos e reflitam sobre o futuro do estado antes de votar.

Daniel Lemes (PCO) convidou trabalhadores e trabalhadoras a apoiarem sua candidatura e afirmou que é necessário combater a corrupção e defender os interesses da classe trabalhadora.

Fábio Trad (PT) afirmou que Mato Grosso do Sul é um estado rico, mas que a população não tem usufruído dessa riqueza. Defendeu a redução da desigualdade social e disse que seu objetivo é ampliar oportunidades para que mais pessoas possam alcançar a classe média e prosperar.

Primeiro debate de candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul nas Eleições 2026.

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